Dados divulgados pelo Ministério da Saúde indicam que a meningite continua sendo motivo de atenção na Bahia, especialmente entre crianças e adolescentes. Desde 2020, o estado registrou 1.430 casos da doença, ocupando a segunda posição no Nordeste em número de ocorrências no período analisado.
Entre os registros, 833 casos ocorreram em jovens de até 19 anos, o que representa 58,25% das infecções notificadas no estado. O levantamento também aponta 272 casos em crianças menores de um ano, grupo considerado mais vulnerável devido ao sistema imunológico ainda em desenvolvimento.
De acordo com a pediatra Suely Teles, da Hapvida, a fase inicial da vida pode aumentar o risco de infecções. Segundo a especialista, entre adolescentes também há fatores que contribuem para a transmissão da doença.
“Nessa faixa etária, a maior exposição a ambientes com aglomeração também pode facilitar a transmissão de bactérias como o meningococo”, afirma.
Sintomas podem variar em crianças
O diagnóstico da meningite em crianças pode ser mais complexo, pois os sintomas nem sempre se apresentam da mesma forma observada em adultos. Em muitos casos, os sinais são menos específicos e exigem maior atenção por parte de familiares e profissionais de saúde.
Entre os sintomas iniciais mais frequentes estão febre, irritabilidade, choro persistente, sonolência, vômitos e dificuldade para se alimentar. Segundo a pediatra, esses sinais podem indicar diferentes condições, o que exige avaliação médica cuidadosa para confirmação do diagnóstico.
Alguns sintomas, entretanto, indicam necessidade de atendimento médico imediato, como febre alta, sonolência excessiva, vômitos repetidos, convulsões, irritabilidade intensa e dificuldade para acordar a criança. A presença de manchas roxas na pele também pode indicar agravamento do quadro clínico.
Sinais específicos em bebês
Nos bebês, alguns sinais físicos podem indicar possível infecção. Um dos sintomas observados por profissionais de saúde é a fontanela abaulada, conhecida popularmente como moleira elevada ou endurecida, que pode indicar aumento da pressão intracraniana.
Segundo Suely Teles, o tempo de resposta no atendimento médico é determinante, pois a doença pode evoluir rapidamente. A especialista orienta que, diante de qualquer sintoma suspeito, a recomendação é buscar atendimento médico imediato para avaliação e início do tratamento adequado.
O diagnóstico precoce permite iniciar medidas terapêuticas rapidamente, reduzindo riscos de complicações e aumentando as chances de recuperação, especialmente em crianças e adolescentes.
Vacinação é principal forma de prevenção
Especialistas apontam a vacinação como a principal estratégia de prevenção contra alguns dos principais tipos de meningite que afetam crianças e adolescentes. O calendário nacional de vacinação inclui imunizantes capazes de reduzir o risco de infecção por determinadas bactérias responsáveis pela doença.
Manter a caderneta de vacinação atualizada é uma das medidas recomendadas pelas autoridades de saúde para ampliar a proteção da população infantil e reduzir a circulação de agentes infecciosos.
Além da vacinação, profissionais de saúde também destacam a importância de monitorar sintomas e buscar atendimento médico rapidamente, principalmente em crianças pequenas e adolescentes expostos a ambientes com grande circulação de pessoas.


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