Dia Nacional da Vacinação a importância dos imunizantes no controle de doenças

O Dia Nacional da Vacinação, celebrado na quinta-feira (17/10/2024), destaca a importância das vacinas no controle de doenças e na prevenção de epidemias. As vacinas desempenham um papel essencial na proteção da saúde pública ao prevenir doenças imunopreveníveis, sendo fundamentais para garantir o bem-estar da população. No entanto, o Brasil enfrenta desafios em relação à cobertura vacinal, com dados do Ministério da Saúde indicando que mais de 60% dos municípios não atingiram a meta de 95% de cobertura vacinal em 2023.

Em contrapartida, informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) mostram que o Brasil conseguiu avanços significativos na imunização infantil, saindo da lista dos 20 países com mais crianças não imunizadas. Esses dados ressaltam a importância da promoção da vacinação em todo o país, principalmente em faixas etárias vulneráveis, como crianças, gestantes e idosos.

A enfermeira Fabiana Porto, responsável técnica do IHEF Vacinas, enfatiza a necessidade de intensificar a discussão sobre a vacinação. Segundo ela, a atualização do cartão vacinal é crucial para evitar surtos de doenças. “A população deve manter seu cartão vacinal atualizado para garantir que doenças imunopreveníveis não voltem a se espalhar”, afirma.

A criação do Dia Nacional da Vacinação visa mobilizar a população para que busque a imunização tanto nas redes pública quanto privada. A enfermeira Porto observa que, após a pandemia, houve um aumento na demanda por vacinas, especialmente em clínicas privadas. Este aumento pode estar relacionado à baixa cobertura vacinal na rede pública, que ainda carece de melhorias significativas.

Para a aplicação das vacinas, é imprescindível que o paciente compareça a uma unidade de saúde com o cartão de vacinação. Este documento é utilizado pelos profissionais de saúde para avaliar quais vacinas já foram administradas e quais precisam ser atualizadas. Porto explica que, caso o paciente não possua um cartão de vacinação, pode atualizar sua situação de acordo com as vacinas indicadas para sua faixa etária.

Atualmente, o calendário vacinal abrange todas as idades, desde a infância até a terceira idade. Entre as vacinas disponíveis estão a imunização contra paralisia infantil, pneumonias, meningites e tétano. A administração de imunizantes segue protocolos distintos, que são baseados nas necessidades de cada grupo etário.

No IHEF Vacinas, estão disponíveis todas as vacinas mencionadas, com a possibilidade de complementar a imunização feita na rede pública. A enfermeira Porto ressalta que aqueles que optam por clínicas privadas podem se beneficiar de um calendário vacinal mais abrangente.

Após a vacinação, é importante fornecer orientações sobre possíveis reações adversas. Porto recomenda que, em caso de febre, o paciente utilize antitérmicos prescritos por um médico. Caso os sintomas persistam por mais de duas semanas, é aconselhável procurar atendimento médico. Para reações como dor no local da aplicação, é recomendado aplicar compressas frias e evitar massagem na área. Além disso, é aconselhado não movimentar o local da aplicação de forma brusca durante as primeiras 12 horas para evitar hematomas.


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