Os primeiros trens do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) começaram a ser preparados, nesta última quinta-feira (04/12/2025), para a fase de testes operacionais em Salvador. As composições foram posicionadas nos trilhos do pátio de manutenção, no bairro da Calçada, e deslocadas para a oficina, onde passam por atualizações de softwares, verificação das Interfaces Homem-Máquina (IHM) e ajustes preliminares para os testes do trecho 1.
O processo ocorre após a apresentação dos sete módulos realizada pelo governador Jerônimo Rodrigues. Na oficina, as unidades foram acopladas, energizadas e submetidas às primeiras verificações técnicas, incluindo análise de configurações e funcionalidade dos sistemas embarcados.
De acordo com a Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), os testes técnicos começam em janeiro de 2026, em trajeto entre Calçada e Lobato, com duração estimada de seis meses. A operação assistida está prevista para iniciar no segundo semestre de 2026, etapa que antecede a circulação plena do novo modal.
Estrutura dos testes e cronograma do projeto
O início dos testes marca a transição do VLT para uma fase de integração operacional, abrangendo análises de desempenho, segurança e resposta dos sistemas em ambiente real. A etapa será monitorada por equipes especializadas que acompanharão parâmetros de velocidade, frenagem, comunicação embarcada e interação com a via permanente.
A oficina técnica executa procedimentos que incluem atualizações do software de controle, calibração de sensores e testes das interfaces de comando e monitoramento. Esses processos permitem validar tecnologias que serão utilizadas nos três trechos planejados do sistema.
O cronograma prevê que as avaliações técnicas ocorram de maneira progressiva, com ampliação de velocidade e carga conforme os resultados forem analisados. A operação assistida será realizada com circulação controlada e acompanhamento de equipes da CTB.
Expansão do VLT e investimentos no novo sistema
O projeto do VLT de Salvador contempla 40 quilômetros de trilhos e 42 paradas, distribuídos em três trechos. O trecho 1 liga o Comércio à Ilha de São João; o trecho 2 conecta Paripe a Águas Claras; e o trecho 3 se estende de Águas Claras a Piatã. A estrutura foi projetada para integrar regiões de grande circulação e ampliar a oferta de mobilidade urbana.
Com investimento de R$ 5,4 bilhões, o sistema será implementado de forma escalonada, a partir dos avanços em obras civis, instalação ferroviária e aquisição de material rodante. A implantação dos trechos ocorre paralelamente à preparação das oficinas, subestações elétricas e sistemas de sinalização.
A previsão é que as obras completas sejam entregues até 2028, acompanhando o avanço das frentes de construção e das etapas de testes. A integração com outros modais deverá ampliar a conectividade entre regiões metropolitanas e áreas estruturantes da capital.
Integração urbana e benefícios previstos
Os testes de janeiro acompanham a estratégia de modernização da mobilidade em Salvador, expandindo alternativas de transporte sobre trilhos na capital. O VLT tem potencial para conectar zonas comerciais, áreas residenciais e polos de serviços, contribuindo para reorganizar fluxos de deslocamento.
A implantação do sistema tem foco em reduzir tempos de viagem, ampliar o acesso a regiões periféricas e fortalecer o transporte público de média capacidade. Os trechos planejados abrangem áreas que concentram demandas históricas por serviços de mobilidade.
A operação assistida prevista para o segundo semestre de 2026 permitirá a transição controlada entre fase técnica e início da circulação ampliada, avaliando a adaptação dos trens, a resposta dos sistemas e o comportamento da via.


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