ONU destaca importância da pesca sustentável no Dia Mundial do Atum

Nesta sexta-feira (02/05/2025), a Organização das Nações Unidas (ONU) celebrou o Dia Mundial do Atum, reafirmando o compromisso com a pesca sustentável e a conservação da biodiversidade marinha. A data, instituída em 2016 pela Assembleia Geral da ONU, ressalta a relevância do atum como fonte alimentar rica em proteínas, ômega-3, minerais e vitamina B12, além de chamar a atenção para os desafios enfrentados pelas espécies frente à sobrepesca e mudanças climáticas.

Recuperação de estoques e retorno de espécies

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), houve avanços na preservação dos estoques pesqueiros. Em 2017, apenas 75% da captura de atum era proveniente de populações sustentáveis. Atualmente, esse percentual ultrapassa 90%, resultado de ações coordenadas em cinco áreas regionais de gestão do atum. Entre os exemplos mais citados está o retorno do atum Bluefin do Atlântico às costas da Inglaterra e da Irlanda, após anos de desaparecimento.

A recuperação tem sido atribuída à adoção de regras específicas para a pesca, baseadas em consultas com cientistas, pescadores e gestores, implementadas antes do início das temporadas de captura. O Projeto Atum Oceanos Comuns, liderado pela FAO, busca garantir que todos os grandes estoques estejam sendo explorados de forma sustentável até 2027.

Impactos ambientais e desafios para o futuro

Apesar dos avanços, a ONU alerta para riscos ambientais persistentes. A mudança climática está alterando os padrões de migração e reprodução do atum, empurrando os cardumes para áreas mais distantes da costa. Essa mudança eleva os custos operacionais da pesca e afeta diretamente comunidades costeiras com baixa infraestrutura econômica.

Outro desafio é a captura acidental de espécies marinhas não-alvo, como tubarões, baleias, tartarugas e aves, incluindo o albatroz, cujas populações seguem em declínio. A ONU ressalta que medidas para mitigar essas capturas são essenciais para garantir a sustentabilidade dos ecossistemas marinhos.

Dinâmica migratória e características da espécie

O atum é um predador de sangue quente, capaz de atingir velocidades superiores a 43 km/h em perseguições submarinas. A espécie é altamente migratória, com registros de migrações superiores a 6 mil milhas náuticas. Os cardumes podem se estender por até 30 km de largura, tornando a sua gestão um desafio global que exige cooperação multilateral.

A maior parte da captura de atum ocorre no Oceano Pacífico (66%), seguido pelo Índico (23%) e pelo Atlântico (11%). A ONU reforça a importância de acordos internacionais, como o Tratado de Altos Mares, para garantir que o uso dos recursos marinhos ocorra de forma equitativa e sustentável.

* Com informações Nações Unidas.


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