Culinária Musical celebra oito anos unindo gastronomia, música e cultura afro-brasileira

A Sala de Cinema Walter da Silveira, gerida pela Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Dimas/Funceb), nos Barris, recebe a mostra de cinema soviético e russo e a exibição de um documentário sobre caridade entre terça-feira (12/02/2025) e sábad0 (15/02). O evento, gratuito e aberto ao público, ocorre das 16h às 18h e conta com apoio do Mosfilm e do CPC-UMES Filmes.

O projeto “Culinária Musical”, conduzido pelo ator e afrochef Jorge Washington, completa oito anos promovendo uma experiência que une gastronomia e música, valorizando a ancestralidade afro-brasileira. Realizado mensalmente na Casa do Benin, no Pelourinho, o evento atrai um público fiel, reunindo artistas, empreendedores negros e apreciadores da culinária baiana.

A edição do último domingo (09/02/2025) contou com apresentações de Riane Mascarenhas, com repertório de reggae, e Tai Oliver, trazendo clássicos da black music. O cardápio incluiu dobradinha, arrumadinho de fumeiro, moela na cerveja, aipim frito e uma opção vegana: feijão branco com legumes.

Para a gaúcha Vera Lúcia, que reside em Salvador há quase dez anos, o projeto é uma experiência única. “Conheci muitos artistas aqui e sempre que posso trago amigos e familiares. É um ambiente acolhedor, que celebra a cultura baiana”, afirmou. Sua amiga Vera, musicista carioca, ressaltou a qualidade das apresentações: “Vim pelo samba e estou encantada com tudo.”

O evento também abriu espaço para o afroempreendedorismo, com exposição de produtos artesanais. Viviane Vegasta, empreendedora negra, destacou a importância da iniciativa: “Estar aqui é uma honra. É um espaço que valoriza nossa cultura, aliando gastronomia e arte.”

A próxima edição do Culinária Musical ocorrerá no domingo (09/03), comemorando os oito anos do projeto. Jorge Washington anunciou que a programação especial contará com Dão Black e outros artistas. O cardápio incluirá o Bacalhau a Martelo, primeiro prato servido no evento, em 2017.

A escolha da Casa do Benin como local para o projeto reforça a conexão com a história afro-brasileira. “Recentemente, servi sarapatel ao embaixador do Benin, e ele se emocionou ao reconhecer o sabor da sua terra. Isso mostra a força da nossa ancestralidade”, concluiu Washington.


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