Vinte e dois estudantes franceses participaram, no domingo (26/07/2026), de uma experiência de imersão na culinária de terreiro no Ilê Axé Omin Dá, no bairro do Nordeste de Amaralina, em Salvador. A atividade integra as ações do projeto Agô Bahia, desenvolvido pela Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur-BA) para promover a valorização das religiões de matriz africana e fortalecer o afroturismo no estado.
Com idades entre 14 e 18 anos, os participantes do intercâmbio conheceram o preparo do acarajé e de outros alimentos tradicionais da culinária de terreiro, além de receber informações sobre o significado religioso, histórico e cultural dessas práticas. A programação também incluiu uma roda de samba, conduzida por filhos e filhas de santo do terreiro.
A iniciativa busca apresentar aos visitantes aspectos da cultura afro-baiana por meio de experiências ligadas à religiosidade, à gastronomia e às manifestações culturais, ampliando o contato dos estudantes com elementos que fazem parte da identidade histórica e cultural da Bahia.
Projeto Agô Bahia promove valorização das religiões de matriz africana
A visita integra o projeto Agô Bahia, ação da Setur-BA voltada à valorização das religiões de matriz africana e ao desenvolvimento do afroturismo. A proposta incentiva a inclusão de espaços religiosos e culturais nos roteiros turísticos, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a diversidade cultural baiana.
Durante a atividade, os estudantes acompanharam o preparo do acarajé, alimento tradicional associado aos rituais do candomblé, e conheceram sua importância para a preservação das tradições afro-brasileiras. O encontro também proporcionou contato com manifestações musicais e culturais desenvolvidas no terreiro.
Ao reunir gastronomia, religiosidade e patrimônio cultural, a programação apresentou aos intercambistas aspectos históricos relacionados às comunidades de matriz africana e ao papel desses espaços na formação da cultura baiana.
Intercambistas destacam patrimônio cultural e diversidade de Salvador
O estudante Quentin Yao Amouzou, de 17 anos, afirmou que a experiência permitiu conhecer diferentes características da Bahia. Segundo ele, além das praias, chamou atenção a arquitetura, os monumentos e a culinária local. O jovem relatou que experimentou preparações à base de coco e tapioca e destacou o acarajé entre os alimentos consumidos durante a visita.
O estudante Sair Misraoui, de 18 anos, observou a presença da cultura afro-brasileira em Salvador e ressaltou o patrimônio arquitetônico da cidade. De acordo com ele, a gastronomia, as ruas e os hábitos locais diferenciam a capital baiana de outros destinos visitados no Brasil.
O coordenador do intercâmbio, o professor francês Abdelkrim Daoudi, explicou que a proposta da iniciativa é proporcionar aos estudantes uma imersão na realidade brasileira, indo além dos roteiros turísticos convencionais. Segundo ele, a experiência na Bahia permite contato direto com elementos como a culinária, a dança, a língua e o modo de vida da população local.


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