A Fundação Gregório de Mattos (FGM) realizará mais uma edição do projeto “Patrimônio É…”, com o tema “Caminhada do Povo Santo”. O encontro está agendado para a próxima terça-feira (19/11/2024), às 18h, no Terreiro do Cobre, localizado no bairro da Federação, em Salvador. A iniciativa destaca a relevância das manifestações culturais e religiosas de matriz africana como parte do patrimônio cultural da cidade e do enfrentamento à intolerância religiosa.
O evento será transmitido ao vivo pelo canal da FGM no YouTube, ampliando o alcance do debate e permitindo a participação do público online. A programação contará com a presença de personalidades renomadas no combate ao racismo e à intolerância religiosa, bem como na preservação da cultura afro-brasileira.
Convidados
Mãe Val de Ayrá
Iyalorixá do Terreiro do Cobre, localizado na Federação, Mãe Val de Ayrá foi responsável por reabrir o local em 1987, mantendo o legado fundado por seu avô no século XIX. Reconhecida por seu trabalho na preservação da cultura afro-brasileira, Mãe Val participa de palestras e eventos literários nacionais e internacionais, compartilhando conhecimentos sobre o candomblé e o patrimônio cultural afro-brasileiro.
Mãe Jaciara Bianchi
Iyalorixá do Terreiro Axé Abassá de Ogum e fundadora do Ilê Asé Ofá Omi Layó, em Simões Filho, Mãe Jaciara é uma referência na luta contra o racismo e pela liberdade religiosa. Também é coordenadora do coletivo Ìyá Àkobíode – Mulheres que Transformam e teve atuação decisiva na aprovação da Lei 11.635/2007, que institui o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, em memória de Mãe Gilda de Ogum.
Albino Júnior
Diretor executivo da Associação Comunitária Alzira do Conforto, Albino Júnior atua na inclusão sociocultural e no enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa. Lidera iniciativas culturais como a Caminhada Azoany e o bloco Reggae o Bloco, promovendo eventos que integram o calendário cultural de Salvador.
Caminhada do Povo Santo
A Caminhada do Povo Santo é um evento que reúne lideranças das religiões de matriz africana, representantes políticos, organizações sociais e a população em geral. O objetivo principal é fortalecer o combate à intolerância religiosa, promovendo a valorização da diversidade e o respeito entre diferentes grupos religiosos e sociais.
Com origem em Salvador, a caminhada se tornou um símbolo de resistência cultural e espiritual, reforçando a importância da preservação das tradições afro-brasileiras e da luta contra o preconceito. Para os organizadores, a atividade também é uma forma de visibilizar a contribuição histórica e social das religiões de matriz africana na formação cultural do Brasil.


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