Salvador sediará, entre 25 e 26 de abril de 2026, a 4ª Caminhada de Zé Pilintra – Caminhos do Sagrado, Território e Resistência, reunindo comunidades de matriz africana, movimentos sociais, pesquisadores e apoiadores da liberdade religiosa no Centro Histórico da capital baiana.
A iniciativa é organizada pelo Santuário de Zé Pilintra, sob liderança do babalorixá Pai Wellington Luís, e tem como objetivo fortalecer o enfrentamento à intolerância religiosa e valorizar as tradições afro-brasileiras no espaço urbano. A programação inclui atividades institucionais, debates e manifestação pública.
O evento se consolida como uma mobilização que integra dimensões culturais, religiosas e sociais. A proposta reúne diferentes segmentos em torno da defesa da diversidade religiosa e da valorização da ancestralidade afro-brasileira.
Programação inclui fórum e debates temáticos
A abertura ocorre no dia 25, com solenidade no plenário da Câmara Municipal de Salvador. Na sequência, será realizado o 1º Fórum Popular com Mesas Temáticas, na sede da OAB Bahia, com discussões voltadas a temas sociais e culturais.
Entre os eixos abordados estão a malandragem como expressão de resistência cultural nas cidades brasileiras e o papel das religiões de matriz africana no enfrentamento à violência contra mulheres. A proposta do fórum é ampliar o debate sobre território, identidade e direitos.
A programação busca promover reflexão e diálogo entre lideranças religiosas, pesquisadores e sociedade civil. O encontro também pretende fortalecer articulações em defesa da liberdade religiosa e dos direitos culturais.
Caminhada mobiliza Centro Histórico de Salvador
O ponto central do evento será realizado no dia 26, com a 4ª Caminhada de Zé Pilintra, que terá saída da Praça Castro Alves em direção à Rua do Corpo Santo, no bairro do Comércio.
A atividade reunirá devotos, lideranças religiosas, artistas e representantes de diferentes tradições espirituais, configurando-se como manifestação pública de fé e cultura. O cortejo percorre áreas simbólicas da cidade, ampliando a visibilidade das tradições afro-brasileiras.
Além do caráter religioso, a caminhada é definida como um ato de afirmação cultural. A iniciativa reforça a presença das religiões de matriz africana no espaço urbano e promove a defesa da diversidade religiosa.
Santuário e liderança ampliam atuação cultural
Criado em 2023, o Santuário de Zé Pilintra tornou-se um espaço voltado à promoção de atividades religiosas e culturais ligadas às tradições afro-brasileiras. A entidade é associada à Umbanda e a outras práticas espirituais que reconhecem Zé Pilintra como símbolo de proteção e resistência.
Pai Wellington Luís, responsável pela organização do evento, atua na promoção da cultura afro-brasileira e no combate à intolerância religiosa. Sua trajetória inclui atuação no Candomblé e participação em políticas culturais no estado da Bahia.
A organização espera ampliar a participação de terreiros, coletivos culturais e lideranças comunitárias. A expectativa é consolidar a caminhada como uma das principais manifestações públicas em defesa da liberdade religiosa em Salvador.


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