Mães atípicas debatem políticas de educação inclusiva em Salvador

Na segunda-feira (10/06/2024), grupos de mães atípicas de Salvador se reuniram, a pedido do vereador André Fraga (PV), com o secretário municipal de Educação, Thiago Dantas, e a diretora de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência da Secretaria de Promoção Social (Sempre), Daiane Pina. O objetivo do encontro foi discutir políticas públicas de educação inclusiva e criar um plano de ação para melhorar as condições de ensino para estudantes com deficiências físico-motoras e intelectuais.

Desafios e Propostas

Durante a reunião, as representantes das associações relataram os principais desafios enfrentados, como a falta de planos de ensino especializados, ausência de Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADI), material didático adaptado, transporte adequado e infraestrutura escolar acessível. Diante dessas demandas, foi acordada a criação de equipes de trabalho para acompanhar e desenvolver projetos inclusivos, além de reuniões mensais com o secretário de Educação.

“O objetivo é trazer essas mães como protagonistas do debate, conectando-as às secretarias para garantir acessibilidade e uma educação mais inclusiva”, destacou o vereador André Fraga. Ele também é autor do Projeto de Indicação nº 68/2024, que propõe o Programa Cuidar de Quem Cuida, oferecendo apoio financeiro e acompanhamento multiprofissional às mães ou responsáveis de pessoas com deficiência.

Relatos das Mães Atípicas

Eulina Farias, presidente da Associação de Microcefalia e Acolhimento com Empatia (Amae), enfatizou a carência de ADIs e de instalações adequadas nas escolas, como fraldários. “Esperamos contribuir para a evolução da inclusão e acessibilidade dos nossos filhos e para a criação de projetos contra o bullying nas escolas”, afirmou.

Joseane Oliveira, presidente da Associação de Mães, Amigos e Pais Extraordinários (Amape), destacou a falta de cadeiras de rodas e ADIs como obstáculos para a frequência escolar de seu filho. Ela acredita que a criação das equipes de trabalho e o fortalecimento das associações são passos positivos. “Juntas somos mais fortes e podemos pressionar o Poder Público de maneira mais efetiva”, declarou.

Para Ana Félix, presidente do Núcleo Acolhedor da Criança Autista (Naca), o encontro consolidou a luta coletiva dos grupos de mães. “Esperávamos ações imediatas, mas vamos continuar dialogando para garantir uma política pública de educação especial inclusiva”, disse Ana, agradecendo ao vereador André Fraga pela intermediação e apoio contínuo.

O encontro marcou um passo significativo na luta por uma educação mais inclusiva em Salvador, com a promessa de diálogo contínuo e ações concretas para atender às necessidades das crianças com deficiência.


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