Durante a 52ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Salvador, realizada na tarde desta segunda-feira (01/09/2025), a presidente do Centro Palmares de Estudos e Assessoria por Direitos – Programa Atipicidades e representante das Mães Atípicas, Tatiane Souza da Costa, solicitou a implementação de políticas públicas voltadas às necessidades de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e às mães que cuidam delas. A sessão foi conduzida pelo presidente da Casa, vereador Carlos Muniz (PSDB).
Tatiane destacou que, embora existam leis que garantam direitos, elas não têm sido efetivamente aplicadas, gerando problemas para mães que enfrentam rotinas sobrecarregadas. Entre as demandas, a representante solicitou a implementação de Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADIs) nas escolas municipais, ressaltando que a ausência desses profissionais prejudica a educação e o aprendizado das crianças.
“A ausência desses profissionais afeta a educação e o aprendizado de nossas crianças. Estamos pedindo o mínimo para o desenvolvimento dos nossos filhos, para que se tornem adultos funcionais”, afirmou Tatiane.
Além disso, foram denunciadas falta de medicamentos, incluindo itens básicos como dipirona, e de alto custo, bem como a ausência de Plano de Educação Especializado e de alimentação adequada nas escolas.
O presidente Carlos Muniz garantiu apoio às reivindicações.
“Podem ter certeza de que aqui vocês receberão o melhor tratamento. Nesta Casa vocês sempre serão bem tratadas, é uma obrigação de todos nós”, declarou.
O vereador Maurício Trindade (PP) mencionou projeto de indicação ao Executivo municipal para garantir qualificação anual dos Auxiliares de Desenvolvimento Infantil nas escolas públicas e privadas de Salvador.
Denúncia sobre ameaças e discriminação
Também na Tribuna Popular, a líder comunitária e quilombola de Ilha de Maré, Luana do Brasil, mulher trans, relatou ter sido alvo de ofensas verbais por ex-marido e pelo filho da vereadora Eliete Paraguassu (PSOL). As agressões questionaram sua identidade de gênero e utilizaram termos pejorativos, colocando sua integridade em risco.
O vereador Rodrigo Amaral (PSDB) manifestou solidariedade à vítima, seguido por Muniz, que reforçou: “Ninguém pode viver sob ameaça, seja ela qual for. Pode contar comigo e com esta Casa”. A vereadora Eliete Paraguassu discursou em plenário, mas optou por não se pronunciar sobre o episódio.


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