Reciclagem gera renda para 19 famílias

A parceria entre o Sabin Diagnóstico e Saúde e a Cooperativa Bariri, localizada no bairro do Engenho Velho de Brotas, em Salvador, já resultou na destinação de mais de 10 toneladas de materiais recicláveis ao longo de oito anos. A iniciativa envolve plástico, papelão e papel, que são separados e comercializados pela cooperativa, contribuindo para a geração de trabalho e renda de 19 famílias.

Somente em 2025, foram encaminhados para reciclagem 2.502 quilos de materiais. No primeiro semestre de 2026, o volume chegou a 3.205 quilos, superando o total registrado no ano anterior. Segundo o Sabin, o crescimento está relacionado à expansão das atividades da empresa e às campanhas internas voltadas à conscientização dos colaboradores sobre a destinação adequada dos resíduos.

A iniciativa integra o Programa Nacional de Reciclagem do Grupo Sabin, criado em 2022, e está associada à política ambiental baseada na economia circular. Por meio do programa, a empresa estabelece parcerias com cooperativas para encaminhar resíduos recicláveis à cadeia produtiva, combinando a destinação ambientalmente adequada com a geração de renda para trabalhadores do setor.

Reciclagem amplia destinação de materiais e geração de renda

De acordo com o último Relatório de Sustentabilidade do Grupo Sabin, a empresa destinou mais de 260 toneladas de resíduos recicláveis a cooperativas e empresas parceiras em todo o país no ano passado. A estratégia integra os eixos ambiental e social da agenda ESG da organização.

Em Salvador, a Cooperativa Bariri recebe os materiais provenientes da parceria, realiza a separação e posteriormente comercializa os resíduos. A atividade transforma materiais que seriam descartados em insumos para a cadeia produtiva e em fonte de receita para os cooperados.

O cogestor do Sabin em Salvador, Herbert William, afirma que a política de destinação de resíduos está relacionada à atuação da empresa nas comunidades onde mantém operações. Segundo ele, a cooperação com a Bariri associa a gestão ambiental à geração de trabalho e renda.

Para Viviane Emília Ribeiro de Souza, engenheira sanitarista e ambiental da Cooperativa Bariri, a parceria demonstra como a atuação conjunta entre empresas e cooperativas pode inserir os resíduos novamente no ciclo produtivo. Ela destaca que o recebimento dos materiais representa também uma fonte de trabalho e renda para os cooperados.

A engenheira explica que a destinação adequada reduz a possibilidade de descarte irregular e permite o reaproveitamento dos materiais. A reciclagem, nesse processo, conecta a gestão de resíduos à economia circular, na qual materiais descartados podem retornar ao processo produtivo.

Viviane também destaca a dimensão social da atividade. Entre os trabalhadores beneficiados está Maria de Fátima Pereira, que, segundo a cooperativa, criou filhos e netos com a renda obtida por meio da reciclagem e utilizou os recursos da atividade para construir a própria residência.

Sabin mantém outras ações de gestão ambiental

Além da destinação de materiais recicláveis, o Grupo Sabin informa adotar outras medidas relacionadas à gestão ambiental. Entre elas estão o uso de energia proveniente de fontes renováveis, por meio de painéis fotovoltaicos, a destinação adequada de lâmpadas e pilhas e a utilização de copos biodegradáveis encaminhados para reciclagem após o uso.

A empresa também mantém a certificação ISO 14001, voltada aos sistemas de gestão ambiental e à melhoria contínua dos processos relacionados aos impactos ambientais. As medidas integram a agenda ESG adotada pelo grupo em suas operações.

A experiência da Cooperativa Bariri ocorre em um cenário no qual diferentes iniciativas de reciclagem e fortalecimento de cooperativas vêm sendo desenvolvidas na Bahia. Em junho de 2026, por exemplo, o Governo da Bahia inaugurou uma unidade de triagem em Salvador destinada às cooperativas Cooperlix e Canarecicla, com investimento superior a R$ 1,1 milhão.

A estrutura estadual foi criada para ampliar a capacidade de processamento de materiais recicláveis e melhorar as condições de trabalho dos catadores. A ação também foi acompanhada de medidas relacionadas à logística reversa e à política estadual de resíduos sólidos.

Outra iniciativa registrada pelo Jornal Grande Bahia mostra a dimensão da atividade de reciclagem na capital baiana: durante o Carnaval de Salvador de 2026, foram coletadas mais de 140 toneladas de materiais recicláveis por meio das centrais de apoio do projeto Meu Corre Decente.

Trabalho dos catadores integra cadeia da economia circular

A economia circular busca ampliar o reaproveitamento de materiais e reduzir a geração de resíduos, substituindo o modelo linear de produção e descarte por processos que mantenham produtos e matérias-primas em circulação pelo maior tempo possível. No caso da reciclagem, cooperativas desempenham papel na coleta, triagem e comercialização dos materiais.

O fortalecimento desse segmento também está relacionado à geração de trabalho e renda. Em 2026, o Governo Federal informou que políticas de apoio às cooperativas de catadores incluem investimentos em equipamentos, infraestrutura, capacitação e gestão, com o objetivo de ampliar a capacidade de beneficiamento dos resíduos e melhorar as condições de trabalho.

A legislação e as políticas públicas brasileiras também vêm incorporando mecanismos de incentivo à cadeia produtiva da reciclagem. A Lei de Incentivo à Reciclagem, por exemplo, prevê instrumentos para ampliar a capacidade de triagem, profissionalizar cooperativas e estimular projetos com resultados socioambientais.

Nesse contexto, a experiência entre o Sabin e a Cooperativa Bariri representa uma ação empresarial contínua de destinação de resíduos recicláveis. Ao longo de oito anos, mais de 10 toneladas de plástico, papelão e papel foram encaminhadas à cooperativa, enquanto a atividade passou a integrar a fonte de renda de 19 famílias.

Para a Cooperativa Bariri, a continuidade de parcerias com empresas amplia o acesso a materiais que podem ser comercializados e fortalece a atividade dos trabalhadores da reciclagem. Para as empresas, a destinação adequada dos resíduos contribui para a gestão ambiental e para a redução do descarte de materiais com potencial de reaproveitamento.

O Grupo Sabin informa ter 42 anos de atuação, origem em Brasília e presença em 14 estados e no Distrito Federal, com unidades distribuídas por 78 cidades. O grupo reúne 7.500 colaboradores e atua em segmentos como análises clínicas, diagnóstico por imagem, anatomia patológica, genômica, imunização e atenção primária à saúde.

A experiência da parceria em Salvador mostra que a gestão de resíduos pode ser articulada à atividade econômica das cooperativas. A manutenção desse tipo de iniciativa depende da separação adequada dos materiais, da continuidade das doações e da integração entre empresas e organizações responsáveis pela triagem e comercialização dos recicláveis.


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