A APAE de Salvador promoveu, na sexta-feira (24/07/2026), um encontro para discutir os 35 anos da Lei de Cotas, marco da legislação brasileira voltado à inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. O evento foi realizado no Auditório Desembargador Olny Silva, na sede do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), reunindo representantes de instituições públicas, empresas, organizações da sociedade civil e pessoas com deficiência.
A programação abordou os avanços obtidos desde a criação da Lei de Cotas, os desafios para ampliar a inclusão profissional e o papel das instituições na construção de ambientes de trabalho acessíveis. O encontro também destacou iniciativas voltadas ao fortalecimento da participação de pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho.
Participaram da abertura a presidente da APAE de Salvador, Cláudia Rêgo, o desembargador Rilton Góes Ribeiro, presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, além dos autodefensores Ana Carolina e Pedro Henrique, representantes da instituição.
Debate reúne especialistas para discutir inclusão e valorização profissional
Durante a abertura, Cláudia Rêgo ressaltou que a Lei Nacional de Cotas representa mais do que uma obrigação legal para empresas e organizações, defendendo a necessidade de ampliar a participação conjunta do poder público, da iniciativa privada e da sociedade para consolidar práticas permanentes de inclusão.
Segundo a presidente da APAE de Salvador, a legislação estimula uma revisão de paradigmas relacionados ao acesso ao mercado de trabalho, com foco na ampliação das oportunidades para pessoas com deficiência e na construção de ambientes profissionais mais acessíveis.
A programação incluiu uma mesa de debate sobre valorização profissional, com a participação de Jaqueline Braz, coordenadora de Assistência Social da APAE de Salvador; Fernando Gaburri, promotor de Justiça do Ministério Público da Bahia (MPBA); e Taís Arruti Lyrio Lisbôa, coordenadora nacional de Fiscalização da Aprendizagem Profissional da Secretaria de Inspeção do Trabalho.
APAE destaca preparação de pessoas com deficiência para o mercado de trabalho
Durante o debate, Jaqueline Braz afirmou que iniciativas como o encontro contribuem para ampliar o diálogo entre o Estado, empresas e sociedade sobre a inclusão profissional de pessoas com deficiência.
A coordenadora destacou que a APAE de Salvador desenvolve ações voltadas à preparação de jovens e adultos com deficiência intelectual para o ingresso no mercado de trabalho, por meio de cursos, oficinas, atividades formativas e acompanhamento das famílias, além de orientar empresas na construção de processos de inclusão.
Segundo Jaqueline, essas iniciativas buscam reduzir barreiras ainda existentes e ampliar as condições para que pessoas com deficiência tenham acesso a oportunidades de trabalho em ambientes acessíveis e respeitosos.
Depoimentos e atividades culturais integraram a programação
O encontro também contou com a participação de colaboradores que receberam apoio da APAE em sua trajetória profissional. Claudenilton Santos Conceição, Catiana Jesus Nascimento e Lúcia Maria da Silva Dias compartilharam experiências relacionadas ao ingresso e à permanência no mercado de trabalho.
Além dos depoimentos, a programação incluiu uma exposição de telas produzidas por participantes do Ateliê Coletivo de Artes Visuais da APAE de Salvador e uma apresentação da Cia de Dança Opaxorô, formada por usuários da instituição.
As atividades culturais integraram a proposta do evento de valorizar diferentes formas de expressão e evidenciar a participação das pessoas com deficiência em iniciativas voltadas à inclusão social e profissional.
Instituição atua no acompanhamento de trabalhadores e no apoio às empresas
A APAE de Salvador desenvolve ações de acompanhamento e preparação de jovens e adultos com deficiência intelectual para o exercício de atividades profissionais, oferecendo suporte também às famílias durante o processo de inclusão.
A instituição atua ainda junto às empresas, orientando a implementação e o aperfeiçoamento de processos de inclusão, com foco na aplicação da Lei de Cotas e na promoção de ambientes de trabalho acessíveis.
Ao marcar os 35 anos da legislação, o encontro reforçou o debate sobre os desafios da inclusão profissional, a importância da cooperação entre instituições públicas e privadas e o desenvolvimento de ações voltadas à ampliação das oportunidades para pessoas com deficiência no mercado de trabalho.


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