Na quinta-feira (24/07/2025), a Apae Salvador realiza o evento “Avanços, desafios e novas perspectivas na inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho”, das 9h às 17h, no auditório do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). A ação marca os 34 anos da Lei de Cotas (Lei nº 8.213/91) e tem como objetivo fomentar o diálogo entre empresas, órgãos públicos e instituições sobre a empregabilidade, permanência e desenvolvimento das pessoas com deficiência (PCDs) no ambiente corporativo.
A programação contará com dois painéis temáticos que abordarão os desafios atuais, boas práticas e perspectivas para a inclusão profissional das PCDs. O evento reunirá especialistas e representantes de instituições comprometidas com a causa, além de apresentações culturais que reforçam a arte como ferramenta de inclusão social. As inscrições são gratuitas e poderão ser realizadas por meio de link divulgado nas redes sociais da Apae Salvador.
Entre os facilitadores, está a auditora fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego, Priscila Leal Silva, que apresentará dados sobre o impacto da Lei de Cotas nas últimas três décadas. Segundo ela, até dezembro de 2024, 57,6% das cotas reservadas para pessoas com deficiência no Brasil estavam preenchidas, mas o número de brasileiros com deficiência em idade laboral poderia suprir 7,19 vezes o total dessas cotas. Ela destaca a necessidade de refletir sobre os obstáculos à efetividade da legislação e formas de superá-los.
Para a coordenadora de Assistência Social da Apae Salvador, Jaqueline Braz, o evento é um chamado para a mudança de mentalidade nas empresas. Ela ressalta que, apesar dos avanços no cumprimento da Lei, a sociedade e os empregadores precisam reconhecer o potencial profissional das pessoas com deficiência. Segundo Jaqueline, a experiência da Apae demonstra que a oferta de oportunidades e o acompanhamento adequado geram resultados positivos para a produtividade empresarial e o desenvolvimento dos trabalhadores.
Atualmente, a Apae Salvador assessora empresas nos setores de saúde hospitalar, alimentação e educacional, e conta com cerca de 29 jovens em oficinas voltadas para inserção no mercado de trabalho. Ao longo de sua atuação, já inseriu 825 pessoas com deficiência em 84 empresas parceiras.
A instituição utiliza a metodologia do emprego apoiado, que inclui acompanhamento conjunto da família, da pessoa com deficiência e da empresa durante o processo de inserção profissional. Esse acompanhamento ocorre durante um período de até 12 meses, englobando capacitação e experiência prática na função. Empresas como Outback e Le Biscuit fazem parte da rede de parceiros que colaboram com essa metodologia.


Deixe um comentário