Os produtos da agricultura familiar baiana estão entre os destaques do Bahia Origem Week | Chocolat Salvador 2026, realizado no Centro de Convenções de Salvador até domingo (17/05/2026), sempre das 14h às 20h. O evento reúne produtores, cooperativas e representantes do setor para promover produtos regionais, fortalecer cadeias produtivas e ampliar oportunidades de mercado.
No espaço do Empório da Agricultura Familiar, visitantes podem conhecer e adquirir produtos desenvolvidos por agroindústrias familiares de diversas regiões da Bahia. O estande conta com apoio do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
Entre os itens comercializados estão flocão de milho não transgênico, cafés especiais e gourmet, chocolates, suco de uva, castanhas, licuri, óleo de licuri, palmito e tapioca, produzidos por cooperativas ligadas à agricultura familiar baiana.
Evento fortalece agricultura familiar e cadeias produtivas
O Bahia Origem Week é voltado ao fortalecimento das cadeias produtivas do cacau e de outros produtos de origem, reunindo atividades ligadas à gastronomia, cultura, negócios e experiências sensoriais.
Realizado no Brasil e também em outros países, o evento conta em Salvador com apoio do Governo da Bahia e participação de empreendimentos ligados à produção regional. A programação busca ampliar a visibilidade das marcas da agricultura familiar e incentivar a geração de negócios.
Segundo o coordenador de Comercialização da CAR, Dailson Andrade, a iniciativa contribui para ampliar o acesso das agroindústrias familiares ao mercado consumidor.
“Iniciativas como essa ajudam a promover as marcas da agricultura familiar, especialmente as ligadas ao cacau, fortalecendo novos negócios. Além dos produtos derivados do cacau, estamos trazendo itens de outras cooperativas do portfólio da Unicafes. Essa ação é fundamental porque amplia o acesso a mercados para as nossas agroindústrias familiares”, afirmou.
A participação das cooperativas também busca aproximar produtores, consumidores e representantes do setor alimentício, fortalecendo conexões comerciais e ampliando oportunidades de comercialização.
Chocolates da agricultura familiar ganham espaço no evento
Entre os destaques do evento estão os chocolates produzidos por cooperativas da agricultura familiar. A Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba) participa da programação apresentando produtos da marca Bahia Cacau.
Segundo o representante da cooperativa, Osaná Crisóstomo, o evento representa uma oportunidade para ampliar a divulgação dos produtos e prospectar novos negócios.
“Estamos apresentando toda a nossa linha de produtos, incluindo o novo chocolate 100% cacau, além das versões 50% e 70%, voltadas também para chefs de cozinha, além das barras e bombons recheados. O evento abre novas perspectivas de mercado e oportunidades, especialmente com a nova legislação que fortalece quem produz chocolate de verdade no Brasil”, destacou.
A programação também reúne produtores de diferentes segmentos da agricultura familiar, com foco na valorização da produção regional e no fortalecimento da economia solidária.
Além dos chocolates, o público encontra produtos ligados à produção sustentável e ao processamento artesanal de alimentos desenvolvidos em diferentes territórios baianos.
Nova lei estabelece regras para composição e rotulagem de chocolates
Durante o evento, representantes do setor também destacaram os impactos da Lei nº 15.404, sancionada e publicada no Diário Oficial da União, que estabelece novos parâmetros para composição e rotulagem de chocolates e derivados de cacau no Brasil.
A legislação busca ampliar a transparência das informações ao consumidor e fortalecer a cadeia produtiva do cacau nacional. O texto define critérios relacionados à composição dos produtos e às informações presentes nos rótulos comercializados no país.
Representantes da agricultura familiar avaliam que a nova regulamentação pode contribuir para valorizar produtos produzidos com maior concentração de cacau e fortalecer empreendimentos ligados à produção nacional.
A medida também é apontada como um instrumento para ampliar a competitividade da cadeia produtiva do cacau brasileiro e incentivar o reconhecimento de produtos desenvolvidos por cooperativas e agroindústrias familiares.


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