A demanda por educação internacional segue em expansão entre brasileiros e registra mudanças no perfil de destinos e programas. De acordo com levantamento do STB, consultoria especializada no setor, os programas de graduação, pós-graduação e especialização no exterior cresceram 21%, consolidando o intercâmbio como parte do planejamento acadêmico e profissional.
Além do ensino superior, o estudo aponta crescimento em outras modalidades. O ensino médio internacional avançou 14%, enquanto os programas pre-college registraram alta de 18% em 2025, ampliando o acesso de estudantes a experiências no exterior antes da graduação.
A análise também indica uma diversificação do público, com expansão da procura entre diferentes faixas etárias e objetivos, incluindo formação acadêmica, atualização profissional e experiências culturais.
Mudança no ranking de destinos internacionais
O levantamento identifica uma alteração no mapa de destinos mais procurados. Os Estados Unidos registraram queda de 11% na demanda, influenciados por fatores como variação cambial e maior rigor na concessão de vistos.
Em contrapartida, o Canadá apresentou crescimento de 48% em 2025, assumindo posição de destaque entre os destinos preferidos. O desempenho é associado a políticas migratórias mais acessíveis e relação custo-benefício considerada competitiva para estudantes internacionais.
Na Europa, países como Alemanha, Espanha e Itália se consolidam como destinos estratégicos. A região tem atraído brasileiros por fatores como programas bilíngues, políticas de incentivo à internacionalização e maior receptividade a estudantes estrangeiros, incluindo aqueles com dupla cidadania.
Expansão de áreas tecnológicas e novos polos educacionais
O crescimento dos programas internacionais está relacionado à demanda por áreas ligadas à transformação digital. Cursos em inteligência artificial, engenharia de dados, marketing digital e gestão da inovação apresentam aumento de procura, acompanhando mudanças no mercado de trabalho global.
Para 2026, o estudo aponta a Ásia como novo hub de intercâmbio, com destaque para países como Coreia do Sul, Japão, Singapura e China. A região tem ampliado sua relevância acadêmica, especialmente em áreas como tecnologia e agronegócio.
O interesse crescente por esses destinos está associado à expansão de universidades, acordos internacionais e ao papel estratégico dessas economias na formação de profissionais qualificados.
Intercâmbio se amplia para diferentes perfis de estudantes
Outro dado relevante do levantamento é a ampliação do público interessado em experiências internacionais. O intercâmbio passa a integrar também a agenda de pessoas com mais de 45 anos, que buscam combinar formação, atualização profissional e vivência cultural.
A tendência para 2026 inclui o crescimento de programas de curta duração, voltados para desenvolvimento de competências específicas e inserção no mercado global. Esses formatos atendem estudantes e profissionais em diferentes fases da vida.
O estudo indica que o intercâmbio deixa de ser restrito ao público jovem e passa a integrar estratégias individuais de carreira, educação continuada e desenvolvimento pessoal.


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