A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH) participa, nesta quarta-feira (01/04/2026), da 7ª edição da Marcha do Silêncio, em Salvador. O ato será realizado na Praça da Piedade e integra uma agenda de mobilizações em defesa da memória, verdade, justiça e democracia, com homenagens às vítimas da Ditadura Militar no Brasil (1964-1985).
Com o tema “Crime Continuado: Lembrança Permanente”, a mobilização é promovida pelo Grupo Tortura Nunca Mais e movimentos sociais parceiros, com apoio de órgãos do governo estadual.
A iniciativa reúne representantes do poder público, sociedade civil e entidades de direitos humanos, com foco na preservação da memória histórica e no debate sobre violações de direitos durante o regime militar.
Programação inclui concentração, caminhada e homenagens
A concentração está prevista para as 15h30, na Praça da Piedade, com apresentações artísticas e participação de autoridades. Às 17h, os participantes seguem em caminhada até o Monumento aos Mortos e Desaparecidos Baianos, localizado no Campo da Pólvora.
No local, será realizada uma homenagem às vítimas do regime militar, incluindo 32 baianos mortos ou desaparecidos durante o período, com a presença de familiares, militantes e ativistas.
A Marcha do Silêncio tem como objetivo reforçar o compromisso com a não repetição de violações de direitos humanos, além de reivindicar justiça e responsabilização por crimes ainda não julgados.
Mobilização envolve educação e juventude
Ao longo do mês de março, atividades educativas foram realizadas com foco na juventude e na comunidade escolar, com debates sobre memória, verdade e direitos humanos.
Escolas da rede estadual, como o Colégio Central e o Colégio Úrsula Catharino, sediaram palestras voltadas à formação cidadã e à preservação da história.
As ações buscam ampliar o entendimento sobre o período da ditadura e fortalecer a construção de uma cultura baseada em direitos humanos e participação social.
Participação de órgãos estaduais reforça articulação
Além da SJDH, a mobilização conta com o apoio da Secretaria da Educação da Bahia (SEC), da Secretaria de Relações Institucionais da Bahia (Serin) e da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult).
A participação institucional amplia a articulação entre políticas públicas e iniciativas da sociedade civil voltadas à preservação da memória histórica.
A Marcha do Silêncio integra um conjunto de ações que reforçam o compromisso com a democracia e a valorização dos direitos humanos no Brasil.


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