Com tochas e velas acesas, centenas de pessoas participaram, na tarde de segunda-feira (01/04/2025), da 6ª Marcha do Silêncio, que percorreu o trajeto da Praça da Piedade até o Monumento aos 32 Mortos e Desaparecidos Políticos Baianos, localizado no Campo da Pólvora, em Salvador. O ato marcou os 61 anos do golpe militar de 1964.
A vereadora Aladilce Souza (PCdoB), líder da bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador, participou da marcha e ressaltou a importância da mobilização para a preservação da memória histórica e para a defesa de direitos democráticos. “Caminhamos em memória dos que tombaram na luta contra a ditadura e reafirmamos: nenhuma anistia para Bolsonaro e seus comandados. Não esqueceremos os crimes do passado, nem os de agora“, afirmou.
Memória e resistência
Durante o ato, Aladilce lembrou que a ditadura militar produziu cerca de 50 mil vítimas, incluindo presos, torturados, mortos e desaparecidos. Mencionou ainda casos como o da Guerrilha do Araguaia, cujos integrantes permanecem sem paradeiro conhecido.
A parlamentar destacou também a repressão a movimentos sociais, com a intervenção em entidades sindicais, o fechamento de ligas camponesas, a destruição das sedes da UNE e da Ubes e a censura a diversos produtos culturais, como filmes, livros, peças teatrais, músicas e programas de rádio.
Direitos e democracia
A marcha foi organizada por entidades da sociedade civil, coletivos de memória, movimentos sociais e familiares de vítimas do regime. Os manifestantes exigiram a apuração de crimes cometidos tanto durante o regime militar quanto na atualidade, reforçando a necessidade de que não haja retrocessos democráticos.
A vereadora reafirmou o compromisso com a promoção de políticas de memória, verdade e justiça, ressaltando que a preservação histórica é essencial para evitar repetições de violações de direitos humanos.
*Com informações da Câmara Municipal de Salvador.


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