Neste sábado (28/02/2026), a vereadora Marta Rodrigues (PT) afirmou que o avanço da proposta para encerramento da escala 6×1 na Câmara dos Deputados representa um momento decisivo para a classe trabalhadora brasileira. Ela defendeu a mobilização da sociedade civil nas ruas e nas redes sociais para pressionar pela aprovação da medida, afirmando que o debate não pode esfriar.
Atualmente, a proposta está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde se avalia a admissibilidade constitucional do texto. A fase inclui audiências públicas com representantes do governo, trabalhadores e setor produtivo. Caso avance, seguirá para uma comissão especial que analisará o mérito da medida.
Marta Rodrigues destacou que setores empresariais têm apresentado resistência, defendendo a manutenção do modelo atual da escala 6×1. A parlamentar afirmou que os argumentos contrários priorizam preservação do status quo e lucros, e não a eficiência econômica, ressaltando que a proposta busca equilibrar direitos dos trabalhadores.
Histórico e justificativa do debate
A vereadora questionou a ideia de que a mudança prejudicaria o país, lembrando que conquistas históricas da classe trabalhadora, como jornada de oito horas, 13º salário e férias, inicialmente geraram resistência, mas hoje contribuem para fortalecimento do mercado interno e melhoria da qualidade de vida.
Marta Rodrigues reforçou que o debate precisa sair do Congresso e chegar às associações, sindicatos e movimentos sociais, destacando que a pressão popular é legítima e necessária para garantir o avanço da proposta.
Segundo a parlamentar, o fim da escala 6×1 é um passo para atualização das relações de trabalho, oferecendo tempo, dignidade e respeito a trabalhadores que cumprem jornadas extensas e contínuas.
Papel da sociedade civil e mobilização
Marta Rodrigues enfatizou a importância da participação de trabalhadores, sindicatos e associações comunitárias para fortalecer o debate sobre direitos laborais. A vereadora afirmou que a legislação precisa refletir necessidades reais da população, garantindo equilíbrio entre produção econômica e qualidade de vida.
Ela destacou que a mobilização social é parte essencial do processo, capaz de pressionar parlamentares e acelerar a tramitação do projeto, transformando o debate em avanço concreto nas relações de trabalho no país.
A parlamentar concluiu que a aprovação do fim da escala 6×1 representa um avanço estruturante, estabelecendo parâmetros para uma legislação mais alinhada à proteção da classe trabalhadora e à equidade nas jornadas laborais.


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