Reino Unido emite alerta sobre risco de pancreatite aguda ligado a canetas emagrecedoras com GLP-1 usadas para diabetes e perda de peso

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) emitiu alerta de segurança na terça-feira (03/02/2026) sobre o risco, ainda que baixo, de pancreatite aguda grave associado ao uso de medicamentos agonistas do GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras. A recomendação inclui atenção a sintomas iniciais e acompanhamento médico contínuo.

Segundo a autoridade sanitária, a pancreatite aguda já é reconhecida como efeito colateral raro desses fármacos, indicados principalmente para diabetes tipo 2, controle de peso e redução de risco cardiovascular.

O comunicado ressalta que, em situações extremamente incomuns, o quadro pode evoluir para complicações graves, exigindo avaliação clínica imediata.

Orientação a médicos e pacientes

A MHRA orienta que profissionais de saúde informem os pacientes sobre sinais precoces e reforcem o monitoramento durante o tratamento com agonistas de GLP-1.

Entre os sintomas que exigem atenção estão dor abdominal intensa e persistente, com possível irradiação para as costas, além de náuseas e vômitos.

A agência recomenda que, diante desses sinais, o paciente procure atendimento médico imediato, a fim de evitar agravamento do quadro.

Posicionamento da autoridade reguladora

A diretora de Segurança da MHRA, Alison Cave, afirmou que a maioria dos pacientes apresenta segurança e eficácia com o uso dos medicamentos, desde que haja prescrição e acompanhamento médico.

De acordo com a dirigente, os benefícios terapêuticos permanecem relevantes, sobretudo no controle metabólico e na redução de fatores de risco associados à obesidade.

Ainda assim, Cave destacou que o conhecimento sobre possíveis efeitos adversos é essencial para decisões clínicas adequadas e para a resposta rápida a complicações.

Uso crescente dos medicamentos no Reino Unido

Os agonistas de GLP-1 são prescritos para controle glicêmico em pessoas com diabetes tipo 2 e, em formulações específicas, para tratamento da obesidade e prevenção de eventos cardiovasculares em pacientes com alto índice de massa corporal (IMC).

Entre os princípios ativos mais utilizados estão semaglutida, comercializada sob diferentes marcas, e tirzepatida, indicadas para perda de peso e controle metabólico.

Estudo recente da University College London estimou que cerca de 1,6 milhão de adultos na Inglaterra, País de Gales e Escócia utilizaram esses medicamentos entre o início de 2024 e o início de 2025, refletindo a expansão do uso na região.

*Com informações da Agência Brasil.


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