Anvisa aprova Mounjaro para crianças a partir de 10 anos com diabetes tipo 2 e amplia uso pediátrico no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (22/04/2026), a ampliação da indicação do medicamento Mounjaro para o tratamento de diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes a partir de 10 anos. Até então, o uso era autorizado apenas para adultos.

Segundo comunicado oficial, a única alteração foi a inclusão da população pediátrica na indicação para diabetes tipo 2, mantendo-se as demais recomendações restritas ao público adulto. O Mounjaro integra a classe dos agonistas do receptor GLP-1, frequentemente associados ao controle glicêmico.

A decisão ocorre em meio ao aumento da atenção regulatória sobre medicamentos dessa categoria, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, utilizados também em estratégias de controle de peso.

Ampliação do uso pediátrico

A Anvisa informou que a mudança se limita à extensão da faixa etária para tratamento do diabetes tipo 2, sem alterações nas demais indicações terapêuticas. O medicamento passa, portanto, a atender uma nova parcela da população com diagnóstico confirmado da doença.

O diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes tem sido monitorado por autoridades de saúde devido ao crescimento de casos associados a fatores metabólicos. A ampliação da indicação busca oferecer novas alternativas terapêuticas dentro dos critérios regulatórios vigentes.

O Mounjaro atua por meio da modulação de hormônios relacionados ao controle da glicose, sendo classificado dentro de uma categoria farmacológica que tem recebido maior atenção por parte dos órgãos reguladores.

Discussão sobre manipulação de medicamentos

A diretoria colegiada da Anvisa deve analisar, na próxima semana, uma proposta de instrução normativa voltada à manipulação de medicamentos da classe GLP-1. O objetivo é estabelecer critérios técnicos e procedimentos para garantir segurança no uso desses produtos.

A iniciativa faz parte de um plano de ação anunciado anteriormente pela agência, que reúne medidas regulatórias e de fiscalização voltadas ao controle sanitário desse tipo de medicamento.

A proposta busca padronizar práticas e reduzir riscos associados à manipulação inadequada, especialmente diante do aumento da demanda por esses fármacos no país.

Criação de grupos de trabalho

Na semana anterior à aprovação, a Anvisa publicou portarias que instituem dois grupos de trabalho com foco no acompanhamento e controle sanitário dos medicamentos.

O primeiro grupo, criado pela Portaria 488/2026, contará com representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Federal de Odontologia (CFO), com atuação voltada ao suporte técnico e regulatório.

Já o segundo grupo, estabelecido pela Portaria 489/2026, será responsável por monitorar a implementação do plano de ação da Anvisa, além de propor medidas para aprimorar as decisões da diretoria colegiada.

Essas iniciativas visam fortalecer a estrutura de regulação e garantir maior segurança no uso de medicamentos dessa classe pela população.

*Com informações da Agência Brasil.


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