O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Saúde, aprovou a incorporação de uma nova apresentação de tratamento para hepatite C crônica em crianças de três anos a menores de 12 anos no Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi tomada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) em dezembro de 2025 e publicada no Diário Oficial da União.
O medicamento incorporado é o sofosbuvir 200 mg associado ao velpatasvir 50 mg, em apresentação granulada, desenvolvida para facilitar a administração em crianças com dificuldade de engolir comprimidos. A medida amplia o acesso ao tratamento e busca garantir maior adesão terapêutica no público infantil.
A hepatite C é uma infecção viral que afeta o fígado e pode evoluir de forma silenciosa por anos. Quando não tratada na infância, a forma crônica da doença pode levar a complicações graves na vida adulta, como cirrose hepática e câncer de fígado. O SUS já disponibiliza diagnóstico e tratamento gratuitos, com possibilidade de cura.
Ampliação do acesso ao tratamento infantil no SUS
Antes da incorporação da nova formulação, a ausência de apresentações adequadas para crianças dificultava o início precoce do tratamento, atrasando a terapia e aumentando riscos evitáveis à saúde. Com a nova versão granulada, o SUS passa a oferecer um medicamento seguro, eficaz e adaptado ao público pediátrico.
A estratégia reforça o princípio da equidade no sistema público de saúde, ao garantir que crianças tenham acesso aos tratamentos mais modernos disponíveis, independentemente da idade ou da dificuldade de administração do medicamento.
A incorporação também está alinhada às diretrizes nacionais e internacionais de eliminação das hepatites virais como problema de saúde pública.
Características do novo medicamento incorporado
O tratamento com sofosbuvir/velpatasvir granulado tem duração de 12 semanas, com apenas uma dose diária, o que contribui para maior adesão ao esquema terapêutico. O medicamento apresenta menor incidência de efeitos colaterais e possui amplo espectro genotípico, sendo eficaz contra diferentes tipos do vírus da hepatite C.
Essas características tornam a nova apresentação adequada para o uso pediátrico e compatível com protocolos clínicos já adotados pelo SUS para adultos e adolescentes.
A expectativa do Ministério da Saúde é ampliar o diagnóstico precoce e iniciar o tratamento ainda na infância, interrompendo a progressão da doença.
Avaliação do Ministério da Saúde sobre a incorporação
A coordenadora-geral de Vigilância das Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Tiemi Arakawa, destacou a relevância da medida para a saúde pública. Segundo ela, o objetivo é curar a hepatite C ainda na infância, evitando o surgimento de doenças graves no futuro.
De acordo com a coordenadora, a nova apresentação granulada facilita o uso do medicamento pelas crianças e mantém altos padrões de segurança e eficácia. A incorporação reforça o compromisso do SUS com o acesso universal e integral ao tratamento das hepatites virais.


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