O Dia Mundial da Hepatite, nesta segunda-feira (28/07/2025), tem como foco a eliminação das barreiras financeiras, sociais e sistêmicas que dificultam a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da hepatite viral, especialmente os tipos B e C, responsáveis por altos índices de mortalidade e novas infecções no mundo.
Alta taxa de mortalidade e avanço silencioso
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a hepatite viral crônica mata 3,5 mil pessoas por dia, número comparável ao da tuberculose. Estima-se que, diariamente, ocorram 6 mil novas infecções pelos vírus da hepatite B e C, que muitas vezes evoluem de forma assintomática, dificultando o diagnóstico precoce.
Em 2022, apenas 45% dos recém-nascidos receberam a vacina contra a hepatite B nas primeiras 24 horas de vida, etapa considerada essencial para prevenção da infecção crônica. Atualmente, há 304 milhões de pessoas vivendo com hepatite no mundo, com uma média anual de 1,3 milhão de mortes.
Campanha propõe ações urgentes
A campanha de 2025, com o tema “Hepatite: Vamos Decompô-la”, defende medidas urgentes para enfrentar os fatores que limitam o acesso aos serviços de saúde. A proposta inclui a simplificação dos protocolos de atendimento, o acesso universal a vacinas, diagnóstico precoce, injeção segura e tratamento eficaz.
A OMS reforça a necessidade de ampliar os cuidados integrados e enfrentar o estigma associado à doença, que afeta a adesão ao tratamento e a busca por serviços médicos. A eliminação da hepatite viral como problema de saúde pública até 2030 permanece como meta internacional.
Importância da informação e prevenção
A data busca informar a população global sobre a gravidade da hepatite viral e suas consequências, como a doença hepática crônica e o câncer de fígado. A OMS enfatiza que, apesar da existência de vacinas eficazes e tratamentos disponíveis, a cobertura ainda é insuficiente, especialmente em regiões de baixa renda e populações vulneráveis.
A campanha também atua como um lembrete estratégico para que governos, profissionais de saúde e instituições ampliem esforços para reduzir a transmissão e aumentar o número de pessoas diagnosticadas e tratadas.


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