Aceiros ampliam prevenção contra incêndios florestais na Bahia e no Espírito Santo e somam mais de 6 mil quilômetros abertos pela Suzano

A Suzano reforçou a adoção de aceiros como medida de prevenção e contenção de incêndios florestais na Bahia e no Espírito Santo, em um período em que o risco de queimadas cresce com a elevação das temperaturas prevista para o verão, que se inicia no dia 21 de dezembro de 2025. A empresa já abriu mais de 6 mil quilômetros de aceiros, estruturando uma estratégia contínua de proteção em áreas plantadas e de preservação ambiental.

O avanço da estação mais quente do ano contribui para reduzir a umidade do ar e da vegetação, o que aumenta a possibilidade de propagação do fogo. Nesse cenário, os aceiros — faixas de terra sem vegetação — têm função direta na interrupção ou diminuição da velocidade das chamas. De acordo com o supervisor de Segurança Patrimonial, Juliano Juremeira, as áreas priorizadas incluem regiões com vegetação seca, pastagens, propriedades rurais vizinhas, trechos próximos a rodovias e zonas de mata nativa.

Além da abertura dos aceiros, a Suzano orienta produtores rurais sobre a adoção da mesma prática em suas propriedades. A empresa reforça que a técnica exige manutenção frequente para evitar o acúmulo de materiais inflamáveis, como galhos secos e resíduos diversos. A companhia destaca que as ações preventivas auxiliam na proteção dos mais de 106 mil hectares de áreas de conservação no Espírito Santo e 110 mil hectares na Bahia.

Tipos de aceiros previstos na legislação

A legislação brasileira, por meio do Decreto 47.700/2003, classifica os aceiros em quatro categorias: preventivos, criados antes de focos de incêndio; de combate, construídos de forma emergencial; fixos, mantidos de forma permanente; e móveis, ajustados conforme a necessidade. Segundo Juremeira, a eficácia dos aceiros depende da manutenção contínua, independentemente do tipo adotado em campo.

Os aceiros preventivos têm sido prioritários nas operações da Suzano devido à maior previsibilidade e ao potencial de redução dos impactos. Já os aceiros de combate são acionados em situações emergenciais para limitar a expansão das chamas. A empresa salienta que a escolha de cada formato está alinhada com parâmetros técnicos de risco e características ambientais das regiões monitoradas.

Paralelamente, os aceiros fixos são estabelecidos em áreas estratégicas para controle duradouro do fogo. Os móveis, por sua vez, permitem ajustes conforme as mudanças climáticas ou sazonais. A Suzano destaca que esse conjunto de estratégias fortalece o planejamento anual de prevenção a incêndios e contribui para reduzir a vulnerabilidade ambiental.

Integração entre orientações, monitoramento e ações comunitárias

A empresa atua também na orientação de comunidades rurais sobre boas práticas de prevenção, buscando ampliar a segurança de áreas privadas e vizinhas às plantações. O monitoramento contínuo integra equipes de campo, mapas de risco e ações preventivas distribuídas ao longo do ano. O objetivo é fortalecer a capacidade de resposta em períodos críticos, como o verão.

As medidas incluem o uso de tecnologias de detecção, análise de pontos sensíveis e rotinas de inspeção. A empresa reforça que a combinação entre aceiros, treinamentos e planos de contenção amplia as possibilidades de mitigação de danos ambientais e econômicos. A iniciativa colabora com a preservação de florestas nativas e com a manutenção de áreas produtivas.

A Suzano destaca que a prevenção é considerada etapa essencial de seu plano de gestão florestal, que integra práticas sustentáveis e alinhadas às condições climáticas do país. A companhia informa que continuará investindo em melhorias estruturais e na ampliação de ações educativas com foco na redução de incêndios em territórios de atuação.


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