ZUMVÍ 35 Anos inaugura nova casa no Bairro Rio Vermelho e lança programação pública em Salvador

O Zumví Arquivo Afro Fotográfico celebra 35 anos com a abertura de sua nova sede no Rio Vermelho, em Salvador, e uma semana de programação pública entre os dias 25 e 29 de novembro de 2025, distribuída entre o Pelourinho e o Rio Vermelho. As ações incluem exposição, rodas de conversa, palestras e atividades de mediação voltadas à preservação, circulação e leitura crítica de imagens produzidas por e sobre populações negras.

Nova fase institucional do Zumví

A nova casa consolida um projeto que integra galeria de exposições temporárias, laboratório/estúdio, ações educativas e mediação de públicos. O arquivo fortalece seu papel de plataforma focada em formação, preservação e ativação de narrativas negras, em diálogo com parceiros de diferentes regiões.

Com curadoria de Lázaro Roberto e Luedji Luna, a edição se estrutura em três eixos: o valor documental e poético das imagens, os modos de leitura e recontextualização dos acervos — do analógico ao digital — e a infraestrutura para preservação, circulação e acessibilidade.

Programação no Pelourinho

As atividades no Pelourinho acontecem na Rua Gregório de Matos, 29, nos dias 25 e 26/11, com debates sobre religiosidades, artes visuais e instituições negras.

25/11 – 17h
Roda de conversa: Questão das religiões de matriz africana, artes visuais e fotografia
Participantes: Tacun Lecy, Amanda Tropicana, Junior Pakapym
Mediação: Hugo Martins

26/11 – 17h
Roda de conversa: Instituições negras e preservação das memórias
Participantes: Sociedade Protetora dos Desvalidos, Irmandade do Rosário dos Pretos, Centro Digital de Documentação e Memória Olodum, Edson Cardoso Irohin
Mediação: Vilma Neres

Programação no Rio Vermelho

No Rio Vermelho, a nova sede recebe atividades entre 26 e 29/11, começando com a abertura institucional e seguindo com debates sobre tecnologia, curadoria e gestão cultural.

26/11 – 20h
Abertura da nova sede e da exposição “ZUMVÍ 35 ANOS” (para convidados)

27/11 – 20h
Abertura da exposição ao público

28/11 – 17h
Roda de conversa: Do analógico à IA – Produção de imagens e novos horizontes
Com Mayara Ferrão, Lita Cerqueira, Marcelo Ricardo
Mediação: Beth Ponte

28/11 – 19h
Palestra: Desafios da curadoria negra
Com Janaína Damasceno
Provocação: Elson Rabelo

29/11 – 17h
Roda de conversa: Gestão de espaços de arte na Bahia
Com Cíntia Maria, José Eduardo, Carolina Sá
Mediação: Alana Silveira

29/11 – 19h
Palestra: Desafios da produção de fotografia nas artes visuais
Com Ayrson Heráclito
Provocação: Tina Melo

Vozes da curadoria

Para Lázaro Roberto, fotografar é traduzir memória e tempo, gesto que orienta quatro décadas de produção. A proposta curatorial desta edição estabelece diálogos entre imagens do acervo e transformações urbanas e sociais registradas pelos fotógrafos do Zumví.

A co-curadoria de Luedji Luna enfatiza a importância de narrativas construídas por autores negros, aproximando música, memória e visualidade. Sua participação amplia o escopo interpretativo da mostra ao articular diferentes linguagens e repertórios.

Circulação de conhecimento e articulação territorial

No Pelourinho, a programação assume caráter de praça pública de debates sobre memória e políticas culturais. No Rio Vermelho, a agenda aproxima profissionais, estudantes e público geral, fortalecendo práticas de pesquisa e preservação. As atividades contam com materiais de mediação, informações de serviço e recursos de acessibilidade, detalhados nos canais oficiais.


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