O Programa Ciência na Escola, desenvolvido pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), tem promovido a alfabetização científica e estimulado a criatividade e o protagonismo de estudantes da rede estadual. Criado em 2012, o programa transforma as salas de aula em espaços de pesquisa, inovação e aplicação prática do conhecimento científico, integrando teoria e prática no cotidiano escolar.
Nesta semana, a importância do programa foi reforçada durante a celebração dos 15 anos da Academia de Ciências da Bahia (ACB), realizada na tarde de quinta-feira (17/09/2025), no Senai-Cimatec, bairro de Piatã, em Salvador. O coordenador do programa, Abílio Peixoto, representando a secretária da Educação Rowenna Brito, destacou a relevância da iniciação científica para a Educação Básica e o fortalecimento da produção científica na Bahia.
Estrutura e resultados do programa
As 1.754 unidades escolares distribuídas em 417 municípios contam com laboratórios, clubes de ciências e projetos de iniciação científica, garantindo que os alunos desenvolvam habilidades críticas, comunicacionais e cidadãs.
O impacto das ações se reflete em conquistas nacionais e internacionais, como a participação de 20 estudantes da rede estadual das cidades de Salvador, Ponto Novo, Campo Formoso e Araci na segunda edição do Encontro Sudamericano de Ciencias y Tecnologias, realizado no Paraguai, em setembro de 2025.
Protagonismo juvenil e inovação
Segundo Abílio Peixoto, o programa proporciona autonomia e protagonismo aos estudantes, além de valorizar o trabalho docente e qualificar professores, fortalecendo a Educação Integral na rede estadual.
Projetos desenvolvidos em municípios como Santa Bárbara e Candeias, coordenados pela professora Hevelynn Franco Martins, incluem produção de biodiesel a partir do licuri e criação de robô para limpeza de praias. Para a docente, a iniciativa permite aplicar ciência na realidade local, gerando soluções concretas para a comunidade.
A estudante Franciele Carvalho, do Colégio Estadual Luiz Viana Filho, em Candeias, reforça o impacto do programa: “Através da ciência, posso ajudar minha cidade, meu Estado e, quem sabe, o mundo”, destacando a educação científica como instrumento de transformação social e territorial.


Deixe um comentário