A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento capaz de retardar a progressão da Doença de Alzheimer, que afeta cerca de 1,2 milhão de brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz). A novidade foi divulgada neste mês, que marca o Dia Mundial e Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer, celebrado domingo (21/09/2025), reforçando o debate sobre diagnóstico precoce e avanços terapêuticos.
Avanço no tratamento e relevância da aprovação
O Alzheimer é responsável por 60% a 70% dos casos de demência no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Até recentemente, o tratamento disponível apenas aliviava sintomas, sem alterar o curso da enfermidade. O novo medicamento representa um marco histórico, pois reduz os depósitos de proteínas que causam morte dos neurônios e declínio cognitivo, retardando o avanço da doença.
Especialistas destacam impacto clínico
De acordo com o neurologista Ricardo Alvim, coordenador da equipe de Neurologia do Hospital Mater Dei Salvador, os estudos demonstraram que pacientes tratados apresentaram declínio significativamente mais lento. A terapia, aprovada também pela FDA nos Estados Unidos, é indicada para estágios iniciais da doença, requer exames de neuroimagem e avaliação genética, e pode não ser indicada para todos os perfis de pacientes.
Desafios e perspectivas para o futuro
O avanço chega em um cenário de envelhecimento populacional acelerado. A OMS projeta que o número de casos de Alzheimer triplique até 2050, o que aumentará a pressão sobre famílias, cuidadores e o sistema de saúde brasileiro, que já atende mais de 30 milhões de idosos.
Importância do diagnóstico precoce
Especialistas alertam que identificar os primeiros sinais — como perda de memória recente, dificuldade para executar tarefas e alterações de comportamento — é crucial para oferecer tratamentos mais eficazes. Intervenções nas fases iniciais podem prolongar a autonomia e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.


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