Neurologista droga que retarda a progressão do Alzheimer em mais de 38%, em casos de pacientes em estágios iniciais da doença

A busca por tratamentos eficazes para o Alzheimer ganhou um novo fôlego com o estudo da droga experimental donanemab, desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly. Segundo informações divulgadas na revista científica Jama (Journal of the American Medical Association), a medicação demonstrou retardar a progressão da doença em mais de 38% para pacientes em estágios iniciais. A novidade traz esperança para milhões de pessoas afetadas pela doença neurodegenerativa e seus familiares.

O donanemab é um anticorpo projetado para eliminar a substância beta-amilóide, que forma placas neuríticas no cérebro dos pacientes com Alzheimer. Além de reduzir a quantidade dessas placas, a droga também apresentou melhoras clínicas nos pacientes, destacando a importância do diagnóstico precoce no tratamento da doença.

O estudo, conduzido ao longo de 76 semanas, observou que a administração do anticorpo nas fases iniciais do Alzheimer retardou sua evolução em média por 4 a 8 meses. Outro dado relevante foi que 47% dos pacientes com níveis elevados da proteína tau apresentaram uma redução de 17% na progressão da doença, enquanto aqueles com níveis mais baixos a intermediários tiveram um benefício de 35%.

Apesar dos resultados promissores, o estudo também destacou efeitos colaterais relacionados ao uso do donanemab, como inchaço e hemorragia cerebrais. Entretanto, a maioria dos casos foi controlada por monitoramento com ressonância magnética (MRI) ou interrupção do medicamento.

A aprovação do donanemab pela Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos é esperada para o final deste ano. A farmacêutica também informou que está conduzindo estudos para verificar o impacto dessas drogas no atraso do início dos sintomas do Alzheimer. A comunidade médica agora aguarda ansiosamente por novas possibilidades de tratamento para essa doença neurodegenerativa que afeta tantas vidas em todo o mundo.


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