No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado nesta sexta-feira (29/08/2025), especialistas reforçam que o tabagismo é uma das principais causas evitáveis de doenças oculares. No Brasil, cerca de 16% da população é fumante, e os efeitos do cigarro atingem tanto usuários ativos quanto fumantes passivos.
De acordo com a oftalmologista Dra. Camila Koch, do Instituto de Olhos Freitas, unidade da Rede Integrada Opty na Bahia, as substâncias tóxicas da fumaça causam coceira, vermelhidão e lacrimejamento. A longo prazo, o tabaco pode comprometer a circulação sanguínea, reduzir antioxidantes no sangue e favorecer a opacificação ocular, o que aumenta o risco de catarata.
A médica também destaca que o hábito está associado à síndrome do olho seco, caracterizada por ardência, vermelhidão e sensação de areia nos olhos, além de estar relacionado a doenças graves como a degeneração macular, a retinopatia diabética, o glaucoma, a uveíte e complicações no nervo óptico.
Já o oftalmologista Murilo Barreto, da OftalmoDiagnose, também integrante da Rede Opty na Bahia, ressalta que a cessação do tabagismo reduz significativamente os riscos. Parar de fumar melhora a circulação e pode frear a progressão de doenças como degeneração macular e catarata. O especialista recomenda ainda consultas oftalmológicas anuais, exames de rotina, uso de óculos escuros com proteção UV e alimentação rica em antioxidantes como medidas preventivas.
Cigarro eletrônico
Estudos da Universidade da Califórnia (EUA) apontam que usuários de cigarro eletrônico têm 34% mais chances de desenvolver problemas oculares em comparação a pessoas que nunca utilizaram o dispositivo. Segundo Murilo Barreto, a fumaça gerada pelo aquecimento de líquidos químicos pode provocar ressecamento ocular, inflamação da conjuntiva e irritações diversas. O médico reforça que qualquer incômodo deve ser avaliado por um oftalmologista para diagnóstico precoce.


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