No Dia Nacional de Combate ao Fumo, especialistas alertam para os perigos que o tabagismo representa não apenas para os pulmões e a saúde geral, mas também para os olhos. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) destaca que mais de 160 mil brasileiros morrem anualmente devido ao tabagismo. Além dos riscos já conhecidos, o oftalmologista Murilo Barreto, da OftalmoDiagnose, alerta que tanto o cigarro convencional quanto o eletrônico podem intensificar o surgimento de doenças oculares, como a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) e o glaucoma.
Barreto ressalta que o tabagismo compromete a circulação sanguínea e reduz a quantidade de antioxidantes no sangue, prejudicando a visão. A longo prazo, isso pode acelerar processos como a formação de cataratas. Além disso, o fumo é apontado como um fator de risco para a DMRI, que afeta a retina, levando ao aparecimento de vasos sanguíneos anormais na região central do olho, prejudicando a visão.
O glaucoma, causa significativa de cegueira irreversível, também é agravado pelo tabagismo, devido à obstrução dos vasos sanguíneos e à menor oxigenação do nervo óptico, já sob pressão devido ao aumento da pressão intraocular. Até mesmo o cigarro eletrônico não é isento de riscos: estudos nos Estados Unidos mostraram que seus usuários têm 34% mais chances de desenvolver problemas oculares, incluindo ressecamento, irritação e inflamação da conjuntiva.
A recomendação unânime dos oftalmologistas é evitar o tabagismo, buscando ajuda profissional se necessário. A visitação regular ao oftalmologista é crucial para a detecção precoce e o tratamento de doenças oculares. Além disso, evitar a exposição à fumaça, inclusive como fumante passivo, é fundamental. O alerta final é simples: ao experimentar desconfortos oculares, a consulta com um oftalmologista deve ser imediata, maximizando as chances de tratamento eficaz.


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