O Dia Internacional dos Lagos, celebrado nesta quarta-feira (27/08/2025), foi instituído pela Assembleia Geral da ONU em dezembro de 2024 com o objetivo de evidenciar a relevância desses ecossistemas para o abastecimento de água doce, biodiversidade e equilíbrio climático. Segundo a ONU, mais de 117 milhões de lagos estão distribuídos no planeta, ocupando 4% da superfície terrestre, e fornecem cerca de 90% da água superficial disponível para consumo humano e ecossistemas.
A poluição e o uso excessivo são apontados como principais ameaças. Fluxos de fertilizantes, contaminantes e resíduos sólidos despejados diretamente nos lagos ou por rios afetam a qualidade da água e os habitats aquáticos. Além disso, o aquecimento global provoca mudanças nos níveis de água, aumenta a evaporação e reduz camadas de gelo, comprometendo a capacidade dos lagos de absorver cheias e armazenar carbono.
Exemplos globais evidenciam os impactos. O Lago Chade, localizado na região do Sahel, na África, perdeu 90% de sua superfície nos últimos 50 anos. Em contraponto, áreas protegidas, como o Parque Natural das Lagoas de Cufada, na Guiné-Bissau, com 890 km² de extensão, preservam ecossistemas aquáticos e espécies ameaçadas, como hipopótamos, crocodilos, macacos e antílopes, além de abrigar comunidades locais e aves migratórias.
Segundo estimativas da ONU, até 2050, os ecossistemas lacustres podem perder 20% de seu valor, enquanto a poluição tende a mais que dobrar e as emissões de metano aumentarão, gerando impactos ambientais e econômicos. Estudos recentes indicam que nos últimos 50 anos, as espécies de água doce diminuíram 85%, reforçando a necessidade de ações de conservação, gestão sustentável e proteção das zonas úmidas.
A ONU lançou também uma plataforma digital de monitoramento de lagos, rios e zonas úmidas, identificando pontos críticos de poluição, impactos de seca e sinais de recuperação, com o objetivo de orientar políticas públicas e práticas de preservação global.
*Com informações da ONU News.


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