A presença dos avós na rotina das crianças tem papel relevante no desenvolvimento emocional e social dos netos, conforme aponta o professor de Psicologia da Estácio, Daniel Goulart. Em meio à rotina intensa dos pais, a convivência intergeracional surge como uma rede de apoio que promove vínculos seguros e fortalece habilidades afetivas.
Segundo Goulart, a convivência próxima com os avós contribui para o desenvolvimento do apego e das habilidades pró-sociais. Muitas famílias têm nos avós um suporte constante, seja pela coabitação ou pelo tempo significativo que as crianças passam na casa deles durante o dia. Esse contato frequente favorece o crescimento emocional e a formação de laços afetivos estáveis.
Além do apoio prático, os avós desempenham função na transmissão de valores, tradições e rituais familiares. O professor destaca que o alinhamento entre as orientações dos pais e avós é fundamental para o equilíbrio na criação.
“Quando há sintonia entre gerações, a criança se beneficia de um ambiente mais seguro e emocionalmente rico”, explica.
Outro aspecto abordado por Goulart é a influência dos avós na formação da identidade e da autoestima das crianças. Através do reconhecimento e estímulo, os avós incentivam a curiosidade, criatividade e a construção da autonomia dos netos.
“Eles proporcionam experiências que podem ampliar o repertório emocional e cognitivo da criança, contribuindo para sua autoconfiança”, afirma o psicólogo.
A troca geracional também amplia o entendimento cultural das crianças. O contato com as histórias de vida dos avós promove o desenvolvimento de empatia, escuta ativa e conhecimento sobre o patrimônio familiar. Goulart compartilha sua experiência pessoal para ilustrar o impacto desses momentos:
“Minha avó me ensinou a rezar, uma tradição que influenciou minha formação”.
A convivência entre avós e netos revela-se, portanto, como um fator importante no fortalecimento dos vínculos afetivos, no suporte à educação e na promoção do desenvolvimento integral das crianças. A interação intergeracional, quando orientada e harmonizada com os cuidados dos pais, contribui para um ambiente familiar sólido e equilibrado.


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