A Câmara Municipal de Salvador promove, na quinta-feira (25/07/2025), às 17 horas, no Centro de Cultura da Câmara, mais uma edição do Prêmio Maria Felipa. A solenidade integra a agenda oficial do Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha e do Dia Nacional da Mulher Negra. A condução da cerimônia será feita pela vereadora Ireuda Silva (Republicanos).
Homenagem reconhece trajetória de mulheres negras na sociedade
Criado há 15 anos, o Prêmio Maria Felipa é uma das principais honrarias concedidas pelo Legislativo soteropolitano a mulheres negras com atuação destacada na promoção dos direitos humanos e no enfrentamento ao racismo. A premiação é organizada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, presidida por Ireuda, que também ocupa a vice-presidência da Comissão de Reparação.
Durante a divulgação da iniciativa, a parlamentar afirmou que o prêmio simboliza o reconhecimento da luta histórica das mulheres negras. Segundo ela, essas mulheres enfrentam desigualdades estruturais marcadas pela interseção entre racismo e sexismo, o que exige políticas públicas e ações afirmativas que deem visibilidade às suas trajetórias.
Vinte e oito mulheres serão homenageadas em 2025
Na edição de 2025, o Prêmio Maria Felipa homenageará 28 mulheres negras de diferentes áreas de atuação. Entre as premiadas estão jornalistas, policiais, médicas, lideranças religiosas, agentes de segurança, educadoras, gestoras públicas e profissionais da saúde e da gastronomia. A lista inclui:
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Eliete Paraguassu (vereadora)
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Dalila Garcez (psicóloga)
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Jaqueline Silva da Hora (coordenadora da SPMJ)
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Kauane Brito (jornalista, TVE)
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Isabela Sousa (vereadora)
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Ana Portela (jornalista, TV Câmara)
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Manuela Rosa (jornalista e radialista, Rádio Câmara)
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Miryan Yusuf (médica)
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Rosenir Almeida (subtenente, PMBA)
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Simone Dias (tenente, PMBA)
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Priscila Pires (jornalista, TV Aratu)
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Jaqueline Rosa (trancista)
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Alessandra Dias (Guarda Civil Municipal)
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Ana Paula Costa (major, PMBA)
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Ana Paula Bezerra (policial penal)
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Reijane Dantas (tenente-coronel, Corpo de Bombeiros)
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Cássia Santos (pastora)
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Nasciara Nascimento Souza (capitã de Corveta, Marinha do Brasil)
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Gladys Melo Nunes (3º sargento, Exército Brasileiro)
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Patrícia Maria (ginecologista)
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Priscila (fisioterapeuta)
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Silvia Gonçalves (professora)
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Maria Francelina (obreira)
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Tatiana Factum (empreendedora)
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Andrea Nascimento (chef e diretora, Solar Gastronomia)
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Flavia Silva (estrategista de carreira)
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Lutiane Ferreira (tenente-coronel, bombeira militar)
Maria Felipa: símbolo da resistência negra na Independência da Bahia
A premiação leva o nome de Maria Felipa de Oliveira, marisqueira e pescadora que viveu na Ilha de Itaparica no século XIX. Em 1823, liderou um grupo de mais de 200 pessoas, entre mulheres negras e indígenas tupinambás e tapuias, que enfrentaram as tropas portuguesas durante as batalhas pela Independência da Bahia. O grupo foi responsável por incendiar dezenas de embarcações inimigas, marcando presença decisiva no processo de libertação da então província.


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