O Circuito Mulheres Negras em Movimento 2026 foi encerrado no domingo (26/07/2026) com uma programação cultural realizada na Praça Maria Felipa, no Centro Histórico de Salvador. Promovido pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), dentro do programa Salvador Capital Afro, o evento reuniu apresentações musicais, atividades culturais, ações de empreendedorismo e iniciativas voltadas à valorização das mulheres negras.
O encerramento foi marcado por uma sequência de shows que reuniu artistas de diferentes gerações da música brasileira. A programação contou com apresentações de Zezé Motta, Mariene de Castro, Márcia Short, MC Tha, Karol Conká e teve como atração de encerramento a cantora Melly, enquanto a apresentadora Rita Batista conduziu a interação com o público ao longo da noite.
Antes das apresentações musicais, o circuito promoveu atividades formativas, rodas de diálogo sobre empreendedorismo, mostras audiovisuais e ações voltadas ao fortalecimento da participação das mulheres negras em diferentes áreas da sociedade.
Programação destacou cultura, políticas públicas e protagonismo feminino
Durante o evento, a vice-prefeita de Salvador e secretária municipal de Cultura e Turismo, Ana Paula Matos, destacou que o circuito integra um conjunto de políticas públicas voltadas às mulheres negras, desenvolvido ao longo do mês de julho.
Segundo a gestora, a edição de 2026 foi realizada sob o tema “Do Corre à Plenitude”, propondo reflexões sobre liderança, participação no mercado de trabalho, acesso à cultura, lazer e reconhecimento da contribuição das mulheres negras para a sociedade.
A cantora e apresentadora Larissa Luz também participou da programação e ressaltou a importância de iniciativas que promovam espaços de valorização das trajetórias, das produções culturais e da presença das mulheres negras em diferentes contextos sociais.
Slam das Minas e manifestações culturais abriram a programação
A programação artística começou com apresentações do Slam das Minas, coletivo de poesia falada que levou ao palco performances abordando temas relacionados ao enfrentamento das desigualdades e às vivências das mulheres negras.
As atividades do domingo também incluíram ações voltadas à preservação da memória e das tradições culturais. Um dos destaques foi a participação da Casa de Maria Felipa, que apresentou atividades relacionadas à trajetória da heroína da Independência da Bahia, homenageada no nome da praça onde ocorreu o evento.
A Associação de Terreiros da Bahia (Egbe) participou da programação com atividades voltadas ao diálogo entre cultura, religiosidade e identidade. Durante o encontro, a yalorixá Mãe Diana de Oxum destacou a importância da continuidade das lutas históricas das mulheres negras e da ampliação dos espaços de escuta e representação.
Circuito amplia programação na segunda edição
Realizado pela primeira vez em 2025, o Circuito Mulheres Negras em Movimento ampliou sua programação em 2026, promovendo atividades em equipamentos culturais como a Casa das Histórias e o Arquivo Público, além da programação artística na Praça Maria Felipa.
O diretor de Cidadania Cultural da Secult, Chicco Assis, avaliou que a segunda edição fortaleceu a ocupação dos espaços públicos por artistas, empreendedoras e representantes da cultura afro-brasileira, destacando o protagonismo feminino ao longo da programação.
Além dos shows, o encerramento contou com a distribuição de acarajés, realizada por meio do festival promovido pela Associação das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivos e Similares da Bahia (ABAM), e reuniu centenas de afroempreendedoras. Com a conclusão da edição de 2026, o circuito consolidou sua atuação como uma política pública voltada à promoção da cultura, do empreendedorismo, da memória histórica e da ocupação dos espaços públicos pelas mulheres negras.


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