O sedentarismo após os 50 anos está diretamente associado ao aumento do risco de doenças crônicas e à aceleração do processo de envelhecimento, segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). A ausência de atividade física nessa faixa etária contribui para o surgimento de condições como sarcopenia, osteoporose, hipertensão e diabetes tipo 2.
De acordo com a SBGG, a perda de massa muscular, o comprometimento do equilíbrio e as alterações metabólicas são consequências comuns da inatividade. Além disso, a progressão dessas condições pode comprometer a autonomia e aumentar o risco de quedas e internações hospitalares.
O diretor técnico da Rede Alpha Fitness, Luiz Evandro, explica que a prática regular de exercícios físicos é uma medida eficaz para mitigar os impactos do envelhecimento.
“A atividade física melhora a qualidade de vida, preserva a autonomia e reduz o risco de doenças crônicas”, afirma.
O especialista ressalta que, para pessoas com mais de 50 anos, a escolha dos exercícios deve considerar as limitações físicas e eventuais restrições médicas. Atividades de baixo impacto são as mais recomendadas, como:
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Musculação adaptada, que ajuda a preservar a massa muscular e a força;
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Pilates, para melhorar a flexibilidade, a postura e o equilíbrio;
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Hidroginástica, que oferece condicionamento físico com menor sobrecarga nas articulações;
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Alongamento, para manter a mobilidade e prevenir lesões.
O início de uma rotina ativa é possível e benéfico em qualquer idade. Contudo, a avaliação médica prévia é fundamental para garantir segurança no retorno às atividades. Além disso, o acompanhamento de um profissional de educação física permite que os exercícios sejam ajustados à condição de cada indivíduo, começando com intensidade leve a moderada.
“Adotar hábitos ativos após os 50 anos contribui para mais independência, disposição e qualidade de vida. Também ajuda a reduzir o impacto do envelhecimento e previne doenças associadas ao sedentarismo”, conclui Luiz Evandro.


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