A artrose, uma doença degenerativa que afeta as articulações, é responsável por mais de 50% dos atendimentos realizados no Hospital Ortopédico do Estado da Bahia, unidade pública administrada pelo Hospital Israelita Albert Einstein. De acordo com dados da instituição, a doença tem se tornado cada vez mais comum, especialmente entre a população com mais de 50 anos, reflexo do envelhecimento da população, da obesidade e do sedentarismo, fatores diretamente relacionados ao aumento do número de casos.
A artrose é caracterizada pelo desgaste progressivo das cartilagens nas articulações, especialmente nos joelhos, quadris, coluna e mãos. O processo de degeneração pode causar dores intensas e limitações de movimento, o que impacta diretamente a qualidade de vida dos pacientes. Embora a doença atinja tanto homens quanto mulheres, o público feminino é mais afetado devido a fatores hormonais e anatômicos.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 60% das pessoas acima de 50 anos apresentam algum grau de degeneração das cartilagens, que pode evoluir para a artrose. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que a doença afeta aproximadamente 15 milhões de pessoas, sendo uma das principais causas de dor crônica e incapacidade física. A prevalência da condição tem aumentado ao longo dos anos, em parte devido ao envelhecimento da população e ao aumento dos fatores de risco, como o excesso de peso e a falta de atividade física.
O gerente médico do Hospital Ortopédico do Estado da Bahia, Niklas Soderberg, orienta que os pacientes fiquem atentos a sinais indicativos da doença, como dor persistente nas articulações, rigidez ao acordar, inchaço, vermelhidão, estalos ao se movimentar e perda de flexibilidade. “O diagnóstico é clínico e se baseia na avaliação dos sintomas, histórico médico e, em alguns casos, exames de imagem como radiografia ou ressonância magnética”, explica Soderberg.
O tratamento da artrose varia de acordo com a gravidade da doença. Nos estágios iniciais, mudanças no estilo de vida, como a prática regular de exercícios físicos, fisioterapia e uma alimentação balanceada, podem ajudar a controlar a progressão da doença e aliviar os sintomas. Em casos mais avançados, quando os analgésicos e outros tratamentos conservadores não são eficazes, a cirurgia para a colocação de próteses articulares é uma opção para restabelecer a funcionalidade e reduzir a dor.
“Apesar de não se conhecer uma causa única para o surgimento da artrose, sabe-se que fatores como o uso excessivo das articulações, predisposição genética, obesidade e histórico de traumas podem acelerar o desgaste da cartilagem”, afirma o médico. O uso de próteses, em casos mais graves, tem mostrado bons resultados na melhora da qualidade de vida dos pacientes, permitindo a redução das dores e o retorno das atividades cotidianas.


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