O presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Carlos Muniz (PSDB), defendeu nesta terça-feira (21/05/2025) que haja bom senso entre a Prefeitura e os professores da rede municipal de ensino para que a greve da categoria, que completa 14 dias, seja encerrada com celeridade.
A paralisação, motivada por discordância em relação à proposta de reajuste salarial, tem causado impactos na rotina de milhares de famílias da capital baiana. Muniz afirmou que compreende as demandas dos professores e as limitações orçamentárias da gestão municipal, mas alertou que a continuidade da greve agrava os prejuízos à população, especialmente às famílias que dependem da escola como espaço de acolhimento durante o horário de trabalho.
“Não podemos deixar a greve se prolongar, pois ela deixa de ser um problema educacional para ser familiar”, declarou.
Projeto de reajuste está em análise na Câmara
Segundo o presidente da Casa, o projeto enviado pela Prefeitura de Salvador, que prevê reajuste escalonado de 6,27% a 9,25%, está sob avaliação das comissões de Constituição e Justiça (CCJ), de Finanças, Orçamento e Fiscalização (CFOF) e de Educação. A proposta não foi bem recebida pela categoria, que reivindica valores acima do escalonamento apresentado.
Carlos Muniz informou que, caso os pareceres técnicos sejam favoráveis, o projeto poderá ser colocado em votação ainda nesta semana, possivelmente na quarta-feira (22/05) ou na quinta-feira (23/05). Se o parecer for contrário, o texto não poderá ser levado ao plenário.
Falta de diálogo entre sindicato e Secretaria de Educação é criticada
Durante coletiva, Muniz também relatou ter tentado intermediar um encontro entre o secretário de Educação, Thiago Dantas, e representantes da APLB-Sindicato, mas sem sucesso. Para ele, a ausência de diálogo direto entre as partes contribuiu para o prolongamento da paralisação.
O vereador ressaltou que o prefeito Bruno Reis tem afirmado que os compromissos legais foram cumpridos, mas o sindicato questiona os termos, o que mantém o impasse.
“Tentamos promover essa interlocução para que uma solução fosse alcançada. Ainda acredito que esse diálogo pode ocorrer e deve ser retomado o mais rápido possível”, frisou Muniz.
Presidente da Câmara aponta impacto social da greve
Ao enfatizar os reflexos da paralisação nas famílias, Muniz chamou atenção para o impacto da ausência das aulas na rotina de pais e responsáveis, especialmente aqueles que não têm onde deixar seus filhos durante o horário escolar.
“Esse problema deixa de ser apenas educacional e se torna um problema social e familiar”, declarou. O vereador também alertou para a necessidade de considerar o impacto financeiro do reajuste solicitado pelos professores e defendeu avaliação criteriosa das condições orçamentárias da Prefeitura.
“É preciso observar todos os lados com equilíbrio. Se houver condições de atender à reivindicação, deve-se considerar, mas sem comprometer a sustentabilidade das contas públicas”, concluiu.


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