A greve dos professores da rede municipal de ensino de Salvador foi o tema central da sessão ordinária da Câmara Municipal, realizada nesta segunda-feira (09/06/2025). O debate expôs divergências entre vereadores sobre os motivos da paralisação e a legitimidade das reivindicações da categoria, que incluem o cumprimento do piso salarial nacional e a revisão do plano de carreira.
Parlamentares questionam motivos da paralisação
O vereador Sidninho (PP) anunciou que apresentaria uma planilha com os vencimentos de professores da rede municipal, afirmando que nenhum profissional recebe abaixo do piso salarial nacional. Segundo ele, uma professora vinculada à APLB-Sindicato teria vencimentos que ultrapassam R$ 23 mil.
“A planilha comprova que a greve é sustentada por interesses políticos, e não por reivindicações salariais legítimas”, afirmou Sidninho, ao defender que o movimento estaria sendo usado com fins eleitorais e afetando diretamente famílias em situação de vulnerabilidade.
Presidente da Câmara cobra comprovações
O presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), destacou que, caso a denúncia apresentada por Sidninho se confirme, os servidores deverão comprovar que recebem abaixo do piso, sob o risco de perderem a legitimidade da paralisação.
“Se for verdade que os professores recebem acima do piso, podem ter certeza de que os servidores perderão toda a razão”, afirmou Muniz.
Divergência entre base e oposição
O vereador Daniel Alves (PSDB) apoiou o posicionamento de Sidninho e declarou estar disposto a votar matérias favoráveis à oposição caso as alegações apresentadas pela base governista não se sustentem.
Do lado da oposição, a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) defendeu a presença de representantes da gestão municipal nas sessões, como forma de esclarecer os pontos levantados no plenário. Já o vereador Hamilton Assis (PSOL) lembrou que a paralisação não se limita ao cumprimento do piso salarial, mas também à alteração no plano de carreira da categoria, feita por meio de emenda recentemente aprovada.
Secretário de Educação é mencionado no debate
Durante os debates, o presidente da Câmara recordou que, em outubro de 2024, diretores de escolas municipais solicitaram a permanência do secretário de Educação, Thiago Dantas, à frente da pasta. Muniz apontou incoerência nas críticas atuais, uma vez que o mesmo gestor agora é contestado por segmentos da categoria.


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