A vereadora Marta Rodrigues (PT) se manifestou, na quarta-feira (30/04/2025), sobre a decisão da Justiça que suspendeu, por meio de uma liminar, a implantação do vagão exclusivo para mulheres no metrô de Salvador, medida prevista na Lei nº 9.835/2025.
A proposta, de autoria de Marta e já sancionada pelo prefeito Bruno Reis, foi criada para garantir maior segurança e conforto às mulheres no transporte público da capital baiana. Em sua fala, a vereadora classificou a decisão como um retrocesso em uma política pública construída com a participação de diversos setores da sociedade, incluindo organizações feministas. Apesar da suspensão, Marta expressou a esperança de que a Justiça reconsidere a medida após uma análise mais detalhada dos benefícios sociais do projeto.
A Associação Nacional de Transporte de Passageiros sobre Trilhos (ANTP), responsável pelo pedido de suspensão, alegou que a medida seria inconstitucional. Para Marta, o argumento é equivocado, já que, segundo ela, o poder público municipal possui prerrogativas para legislar sobre o funcionamento de estabelecimentos dentro de sua cidade. A vereadora ainda ressaltou que o projeto conta com o apoio das esferas governamentais, incluindo o Governo da Bahia, a CCR e a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur).
Marta também questionou a atuação da ANTP, uma entidade com sede em Brasília, apontando que a cidade que abriga sua sede já adota o vagão exclusivo para mulheres em seu metrô, o que, segundo ela, demonstra desconhecimento da realidade de Salvador. A vereadora criticou a postura da entidade de fora, que tenta bloquear uma medida que foi resultado de um diálogo com os movimentos de mulheres da capital.
A parlamentar reafirmou sua confiança na reversão da decisão judicial, ressaltando que o projeto foi amplamente debatido e é legítimo, necessário e juridicamente respaldado. A criação do vagão exclusivo surgiu como resposta ao assédio e machismo enfrentados diariamente por mulheres no transporte público e reflete uma demanda urgente da população. Marta destacou que a proposta foi bem acolhida pela sociedade e tem o apoio institucional da Câmara Municipal, da Prefeitura, do Governo do Estado, da Sedur e da CCR.
Desde a sanção da lei, Marta tem articulado com os órgãos responsáveis para viabilizar a implementação do projeto, ajustando o prazo inicial de 30 dias para garantir que todas as adequações operacionais, como o treinamento das equipes e mudanças na comunicação visual dos vagões, sejam feitas de maneira responsável.
A vereadora concluiu sua fala afirmando que é lamentável que uma entidade externa à realidade local tente barrar um avanço social baseado em argumentos frágeis. Ela reafirmou seu compromisso com a defesa dos direitos das mulheres e com a segurança e dignidade das mulheres soteropolitanas.


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