O projeto Banjo Novo realiza uma edição especial no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), em Salvador, na sexta-feira (09/05/2025). A proposta une música, ancestralidade e resistência, tendo como referência simbólica o mês em que se registra oficialmente a abolição da escravidão no Brasil. A programação será marcada por uma apresentação de samba acústico e rituais de celebração da cultura afro-brasileira.
O evento acontecerá no Centro Histórico de Salvador, em um dos espaços de maior relevância para a preservação da cultura afro-diaspórica no país. Os ingressos serão disponibilizados a partir da sexta-feira (25/04/2025), às 12h, por meio do perfil oficial do projeto no Instagram (@banjo_novo). A organização destaca que o número de lugares será limitado, respeitando tanto a capacidade do espaço quanto a proposta de manter um ambiente intimista e simbólico.
Segundo Samora Lopes, um dos sócios-fundadores do Banjo Novo, a realização do projeto no MUNCAB, durante o mês de maio, tem o propósito de destacar o protagonismo negro e reforçar a centralidade das expressões culturais afrodescendentes na história do Brasil. “Não se trata de um evento isolado, mas de um movimento cultural contínuo, voltado à valorização de uma identidade historicamente marginalizada”, afirma.
O MUNCAB, recentemente reinaugurado após processo de requalificação estrutural e curatorial, consolidou-se como um centro de formação, memória e difusão das artes negras. A realização do Banjo Novo no local representa uma convergência entre patrimônio imaterial e práticas contemporâneas de resistência, estabelecendo pontes entre passado e presente.
Sobre o Banjo Novo
O Banjo Novo é um projeto musical independente que propõe um formato acústico e ritualístico de samba, com destaque para a presença do banjo e da percussão no centro da apresentação. O instrumento, historicamente associado ao samba de rua, é símbolo da resistência cultural negra e da construção coletiva de identidade.
Criado em Salvador, o projeto realiza edições mensais ou conforme o calendário de festividades locais. Em sua 25ª edição, o Banjo Novo consolidou-se como um espaço de encontro entre artistas, público e tradições afro-brasileiras. Um dos elementos simbólicos do evento é a vela acesa durante a apresentação, que permanece acesa até o fim do espetáculo, simbolizando a energia vital e ancestral. Os participantes, chamados de Banjeiros, são convidados a vestir roupas brancas, em alusão às tradições de matriz africana.
O projeto propõe uma escuta coletiva e respeitosa, valorizando a memória sonora e espiritual dos terreiros, das rodas de samba e das práticas comunitárias que atravessam gerações. A escolha do MUNCAB como espaço para esta edição reafirma o compromisso com a visibilização das expressões afro-brasileiras e com a criação de um ambiente de partilha, memória e afirmação cultural.
Resumo: O projeto Banjo Novo realiza uma edição especial no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), em Salvador, na sexta-feira (09/05/2025). A proposta une samba acústico, memória ancestral e resistência cultural, destacando o protagonismo negro em espaço de referência para a cultura afro-brasileira. O evento contará com número limitado de ingressos, disponíveis a partir de 25/04. A ação integra o calendário simbólico de maio, mês da abolição da escravidão no Brasil.
Meta-descrição: O projeto Banjo Novo realiza edição especial no MUNCAB, em Salvador, no dia 09/05/2025, promovendo samba acústico e celebração da cultura afro-brasileira. O evento integra o mês da abolição e reforça o protagonismo negro, com ingressos limitados disponíveis a partir de sexta-feira (25/04/2025) no perfil @banjo_novo. A ação destaca o papel do museu como espaço de memória e resistência afrodescendente.
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