O Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB) oferecerá entrada gratuita entre 5 e 9 de agosto de 2026, durante a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), por meio de uma parceria com o Instituto Motiva. A iniciativa busca ampliar o acesso do público ao museu em um dos períodos de maior circulação de visitantes no Centro Histórico de Salvador e fortalecer ações voltadas à democratização do acesso à cultura, à educação e ao patrimônio afro-brasileiro.
A gratuidade integra as atividades do Circuito Cultural, desenvolvido pelo Instituto Motiva, e amplia a programação cultural realizada em preparação para a Flipelô.
Além da visitação gratuita, o público poderá conhecer duas exposições em cartaz e participar da experiência cultural oferecida pelo museu, que reúne acervo, ações educativas e espaços dedicados às artes visuais afro-brasileiras.
Mediação cultural reuniu estudantes antes da Flipelô
Como parte da programação preparatória para a festa literária, o MUNCAB recebeu, entre segunda-feira (28/07/2026) e quinta-feira (31/07/2026), centenas de crianças, jovens e educadores de creches, escolas públicas estaduais, municipais e instituições comunitárias.
As atividades incluíram mediação cultural na exposição Inclassificáveis, estimulando o contato dos participantes com o acervo e promovendo experiências voltadas à observação, interpretação e reflexão sobre as obras.
Segundo o museu, as ações educativas buscam ampliar o acesso às artes visuais, incentivar a formação de repertórios culturais e aproximar diferentes públicos da produção artística afro-brasileira.
Exposição Inclassificáveis reúne cerca de 100 obras que retornaram à Bahia
Durante a Flipelô, os visitantes poderão conhecer os últimos dias da exposição Inclassificáveis, aberta ao público até sábado (09/08/2026).
Com curadoria de Jamile Coelho e Jil Soares, a mostra reúne cerca de 100 obras que retornaram à Bahia após mais de três décadas nos Estados Unidos.
A exposição reúne produções da Escola de Escultores de Cachoeira, da Escola do Pelourinho e da Escola de Artífices da Ladeira da Conceição, propondo reflexões sobre os processos históricos de reconhecimento e classificação da produção artística afro-brasileira.
Mostra apresenta três núcleos curatoriais
Distribuída entre o térreo e o primeiro andar do museu, Inclassificáveis organiza seu percurso em três núcleos: “Restituir Sentidos – Amor, Festa e Devoção”, “Cotidianos” e “Escolas Invisíveis”.
O projeto expositivo reúne esculturas, pinturas, gravuras e outras linguagens artísticas relacionadas às manifestações culturais afro-brasileiras, ao cotidiano de Salvador e do Recôncavo Baiano.
Entre os artistas presentes estão Babalu, Sol Bahia, Alberto Pitta, Lídia Hora, Eduardo Santos Silva, Mauro di Verde e diversos representantes das escolas artísticas homenageadas pela mostra.
Padê Onã une arte contemporânea, patrimônio e sustentabilidade
Além da exposição principal, o público poderá visitar Padê Onã – Encontrar Caminhos, do artista Sandro Àiyé, instalada no Jardim das Esculturas do MUNCAB.
A mostra reúne sete esculturas produzidas com madeiras reaproveitadas de antigos casarões do Centro Histórico de Salvador, estabelecendo relações entre patrimônio histórico, memória, sustentabilidade e produção artística contemporânea.
Com curadoria de Jamile Coelho, a exposição também incorpora um meliponário dedicado à preservação de abelhas nativas sem ferrão e espécies vegetais que dialogam com temas ligados à biodiversidade, conhecimentos tradicionais e educação ambiental.
MUNCAB reforça atuação voltada à preservação da cultura afro-brasileira
Gerido pela Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira (AMAFRO), o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB) desenvolve atividades voltadas à pesquisa, preservação, documentação e difusão das artes visuais afro-brasileiras, afro-diaspóricas e africanas.
A instituição também mantém programas de conservação de acervos, ações educativas, projetos de mediação cultural e iniciativas voltadas ao fortalecimento da participação social e da produção artística negra.
Durante a Flipelô, a programação reúne exposições, acervo permanente, Jardim das Esculturas e atividades educativas, proporcionando ao público diferentes perspectivas sobre arte contemporânea, memória, patrimônio cultural e sustentabilidade.


Deixe um comentário