O Centro Estadual de Referência às Pessoas com Doença Falciforme Rilza Valentim (CERPDF/Hemoba) completa dois anos de funcionamento neste mês de março. Criado para ampliar e qualificar o tratamento de pessoas com doenças hematológicas benignas, especialmente a doença falciforme (DF), o Centro registrou 230.285 atendimentos no período.
Para marcar a data, uma cerimônia comemorativa será realizada na unidade na próxima quinta-feira (13/03), às 10h. O evento contará com a presença de representantes da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB), da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (SEPROMI), de associações de pacientes e de entidades parceiras. Durante a solenidade, o auditório da instituição será nomeado em homenagem ao arquiteto Antônio Carlos Lima Nascimento, falecido em 2020 aos 68 anos, que desenvolveu o projeto arquitetônico do CERPDF e se destacou na Arquitetura da Saúde na Bahia.
A unidade oferece atendimento ambulatorial nas especialidades de hematologia, gastroenterologia, nutrição, psicologia, odontologia, fisioterapia, serviço social e assistência farmacêutica. Dispõe de uma agência transfusional e realiza exames como o doppler transcraniano, utilizado para identificar precocemente alterações nos vasos cerebrais associadas ao desenvolvimento de acidente vascular cerebral (AVC).
O CERPDF acompanha cerca de cinco mil pacientes na capital e no interior e é responsável pela assistência transfusional e farmacêutica, incluindo a distribuição de medicamentos de alto custo. A Bahia apresenta a maior incidência de doença falciforme no país, devido à alta miscigenação racial e ao predomínio da etnia negra. A doença é caracterizada por uma alteração nos glóbulos vermelhos, que adquirem formato de foice (falciforme), dificultando a circulação sanguínea.
Com o apoio da SESAB, o Centro está realizando um censo epidemiológico para identificar o número de pessoas afetadas pela doença no estado, bem como os locais com maior prevalência. A iniciativa visa aprimorar a compreensão sobre a enfermidade e subsidiar a elaboração de políticas públicas de saúde. O projeto complementa a notificação compulsória da doença falciforme estabelecida pelo Ministério da Saúde e implementada pela Superintendência de Proteção e Vigilância em Saúde (Suvisa) da SESAB, com colaboração do CERPDF.


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