A depressão, uma das condições de saúde mental mais recorrentes, afeta mais de 11 milhões de pessoas no Brasil. Embora seja amplamente reconhecida pelos seus impactos emocionais, como tristeza persistente e perda de interesse em atividades diárias, os sintomas físicos também desempenham um papel significativo no quadro clínico.
A psiquiatra Dra. Karina Abunasser Pereira Leite (CRM: 112.072/SP | RQE: 56082) destaca que os sinais físicos da depressão podem incluir alterações no sono e no apetite, fadiga constante, dores corporais inespecíficas e problemas gastrointestinais. “Esses sintomas frequentemente levam os pacientes a consultarem clínicos gerais ou outros especialistas antes de considerar a hipótese de um transtorno psiquiátrico”, afirma a especialista.
A falta de energia é outro sintoma comum, que pode ser confundido com outras condições médicas. Além disso, dores de cabeça persistentes e tensão muscular são frequentemente relatadas por pessoas com depressão. Estes sinais, somados aos aspectos emocionais, ressaltam a importância de um diagnóstico abrangente que considere tanto a saúde mental quanto física do paciente.
O tratamento da depressão costuma incluir o uso de medicamentos, como antidepressivos, aliados à psicoterapia. Mudanças no estilo de vida, como a prática de exercícios físicos regulares e uma dieta balanceada, também têm demonstrado eficácia na redução dos sintomas. “A colaboração entre profissionais de diferentes áreas é essencial para garantir um cuidado integral ao paciente”, reforça a Dra. Karina.
A conscientização sobre os sintomas físicos da depressão é fundamental para a identificação precoce e o início do tratamento. Segundo dados recentes, um número significativo de pessoas que convivem com a condição não busca ajuda profissional devido à falta de informação ou ao estigma em torno da saúde mental.


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