Ovo alimento completo e versátil apresenta benefícios para a saúde sem aumento do colesterol

O ovo é amplamente reconhecido como um dos alimentos mais nutritivos e versáteis, desempenhando papel fundamental na alimentação humana. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil ocupa a quinta posição entre os maiores produtores mundiais de ovos, com crescimento de 70% na última década. Estima-se que, em 2024, a produção brasileira alcance 56,9 bilhões de unidades, com aumento de até 8,5% em relação ao ano anterior. Paralelamente, o consumo per capita anual de ovos no Brasil atingiu a marca de 170 unidades, refletindo uma alta de 8,5%.

A nutricionista e professora Sandra Oliveira, da Estácio, destaca que o ovo apresenta uma composição singular. “Embora existam diferentes espécies que produzem ovos, a composição é bastante semelhante, oferecendo uma média de 50 a 190 calorias por 100 gramas”, explica. Essa composição torna o alimento uma fonte de nutrientes essenciais, como proteínas, lipídeos, vitaminas e minerais, sendo ainda de fácil digestão.

A clara do ovo contém proteínas como a conalbumina, ovomucina, lisozima e ovoglobulinas, que desempenham funções importantes, incluindo o fortalecimento do sistema imunológico. A gema, por sua vez, concentra lipídeos e proteínas específicas, como a lipovitelina e a fosfovitina, além de micronutrientes como fósforo, cálcio, ferro, potássio e sódio, e vitaminas como A e do complexo B.

Pesquisas recentes também revelam o papel do ovo como uma rica fonte de colina, um nutriente essencial para a saúde cerebral e cardiovascular. Segundo Sandra, a conalbumina, proteína predominante no ovo, facilita o transporte de íons metálicos, como ferro e zinco, contribuindo para a utilização celular. Estudos científicos desmistificaram o mito de que o consumo de ovos eleva os níveis de colesterol no sangue, destacando que, quando consumido com moderação, o alimento pode ser incluído em dietas saudáveis, exceto em casos específicos como diabetes, onde recomenda-se orientação médica.

Outro ponto de atenção refere-se à procedência do ovo. A modernização da avicultura permite a produção de ovos livres de contaminações bacterianas, como a Salmonella, e gemas mais nutritivas, enriquecidas com fitoquímicos como luteína e zeaxantina, benéficos para a saúde ocular. “Os avanços em biotecnologia e os cuidados sanitários rigorosos garantem a qualidade do ovo disponível no mercado”, afirma Sandra.

Apesar de suas propriedades positivas, o consumo de ovos não é recomendado para pessoas alérgicas à ovoglobulina, principal proteína alergênica do alimento. A nutricionista alerta ainda para a substituição adequada em receitas e dietas. “Para quem tem restrições, é possível utilizar alternativas como chia, linhaça hidratada, tofu ou substitutos comerciais de ovos, mantendo o valor nutricional das preparações”, orienta.


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