Senado celebra o primeiro Dia Nacional do Hematologista e do Hemoterapeuta

O Senado Federal promoveu, na terça-feira (29/10/2024), uma sessão especial para comemorar o primeiro Dia Nacional do Hematologista e do Hemoterapeuta. A homenagem foi proposta pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e presidida pelo senador Dr. Hiran (PP-RR), presidente da Frente Parlamentar Mista da Medicina. Esta data foi escolhida em razão da fusão da Sociedade Brasileira de Hematologia e do Colégio Brasileiro de Hematologia, ocorrida em 2008, que resultou na formação da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).

A data foi oficialmente instituída pela Lei 14.919, de 2024, que resultou do Projeto de Lei 3.466/2023, apresentado pelo deputado federal Celso Russomanno (Republicanos-SP), com relatoria de Zenaide Maia (PSD-RN) no Senado. Durante a sessão, Dr. Hiran ressaltou a dedicação dos hematologistas e hemoterapeutas em salvar vidas e melhorar a qualidade de vida de pacientes, mencionando a importância de seu trabalho na compreensão das complexidades do sangue, no diagnóstico de doenças e na busca de tratamentos eficazes.

O senador destacou que, apesar dos avanços, esses profissionais enfrentam desafios significativos, como a falta de recursos e a necessidade de constante atualização científica. Em suas palavras, “a cada doação de sangue, a cada transfusão realizada, a cada vida salva, o trabalho desses profissionais se revela fundamental”. O senador Celso Russomanno também ressaltou a importância dos hematologistas na segurança e qualidade dos procedimentos relacionados à coleta e doação de sangue, destacando os progressos no tratamento de doenças como leucemia.

Na abertura da sessão, Dr. Hiran leu um discurso do senador Izalci Lucas, que expressou gratidão a hematologistas e hemoterapeutas pelo trabalho contínuo na salvação de vidas. O representante do Ministério da Saúde, Rui Leandro da Silva Santos, também parabenizou os profissionais, enfatizando sua contribuição para a Política Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados, implementada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os homenageados, incluindo Angelo Maiolino, presidente da ABHH, e José Eduardo Bernardes, membro do conselho deliberativo da ABHH, destacaram os desafios relacionados ao acesso a serviços de hematologia e hemoterapia. Maiolino afirmou que a luta contra doenças do sangue é uma questão social, necessitando que todos tenham acesso a diagnósticos e tratamentos adequados.

A médica Catherine Moura, da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), enfatizou a importância do dia para informar a sociedade sobre as especificidades das especialidades em hematologia e hemoterapia. O médico Jorge Vaz Pinto Neto, da ABHH, afirmou que os três Poderes e a sociedade civil devem colaborar para promover inovação e equidade na saúde.

Por fim, Dr. Hiran solicitou agilidade na votação da PEC 10/2022, conhecida como PEC do Plasma, que visa permitir a comercialização de plasma por bancos de sangue privados. O senador argumentou que a abertura do mercado pode estimular a entrada de novas empresas, aumentando a oferta de hemoderivados e incentivando inovações tecnológicas.

*Com informações da Agência Senado.


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