A Bahia elegeu Rui Costa (PT) para seu primeiro mandato no Senado Federal e reelegeu Jaques Wagner (PT) nas eleições de domingo (04/10/2026). Segundo dados divulgados pela Agência Senado, Rui Costa recebeu 4.335.196 votos, equivalentes a 30,1% dos votos válidos, enquanto Wagner obteve 3.986.690 votos, correspondentes a 27,6%. Os dois ocuparão as vagas destinadas ao estado que estavam em disputa no pleito.
Os eleitos têm trajetórias profissionais e políticas que incluem atuação sindical, mandatos parlamentares, governos estaduais e cargos no Executivo federal. Rui Costa foi governador da Bahia por dois mandatos e ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República. Jaques Wagner também governou o estado e exerceu funções ministeriais antes de chegar ao Senado.
A nova composição da bancada baiana na Casa legislativa começa em fevereiro de 2027, ao lado do senador Otto Alencar (PSD), cujo mandato permanece em curso. Os mandatos dos eleitos terão duração de oito anos, conforme as regras de renovação do Senado Federal.
Rui Costa: da atuação sindical ao Senado Federal
Rui Costa dos Santos nasceu em Salvador, em 1963. É economista formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e possui formação técnica em Instrumentação Industrial pela Escola Técnica Federal da Bahia. Antes de ingressar na política institucional, trabalhou como economista e técnico no Polo Petroquímico de Camaçari e atuou como dirigente sindical.
Na administração pública municipal e estadual, foi vereador de Salvador, secretário de Relações Institucionais e secretário da Casa Civil da Bahia. Em 2010, foi eleito deputado federal, mas deixou o mandato durante parte do período para integrar o governo estadual.
Em 2014, Rui Costa foi eleito governador da Bahia e conquistou a reeleição em 2018, no primeiro turno. Em 2023, assumiu o cargo de ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, função que exerceu até abril de 2026. Seus suplentes informados pela Agência Senado são Ronaldo Carletto (Avante) e Jailma Dantas Gama Alves (PT).
Jaques Wagner inicia novo mandato como senador
Jaques Wagner nasceu no Rio de Janeiro, em 1951, e trabalhou como técnico de manutenção na indústria petroquímica antes de atuar no movimento sindical e ingressar na política. Pela Bahia, exerceu três mandatos de deputado federal, entre 1991 e 2003.
No Executivo federal, comandou os ministérios do Trabalho e Emprego e das Relações Institucionais. Em 2015, assumiu o Ministério da Defesa e, posteriormente, foi ministro-chefe da Casa Civil. Na Bahia, governou o estado entre 2007 e 2014.
Wagner foi eleito senador pela Bahia em 2018 e exerceu a liderança do governo no Senado entre 2023 e junho de 2026. Com a reeleição em outubro, permanecerá na Casa por mais oito anos. A Agência Senado identifica Marcelo Guimarães Filho (Podemos) e Edylene Ferreira (Republicanos) como seus suplentes.
Projetos de Jaques Wagner no Senado
Durante seu mandato anterior, Jaques Wagner apresentou propostas relacionadas ao financiamento da ciência e tecnologia, ao crédito para a agricultura familiar e à recuperação ambiental. Entre as iniciativas citadas pela Agência Senado estão projetos que foram convertidos em leis e uma proposta voltada à conservação e ao uso sustentável do bioma Caatinga.
Uma das propostas tratou do aprimoramento da destinação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e foi convertida em lei em 2025. Outra autorizou o uso de recursos do Fundo Garantidor de Operações em operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), transformada em lei em 2026.
O senador também apresentou projeto para instituir o Plano Nacional de Bioeconomia e Restauração do Bioma Caatinga. As iniciativas abrangem temas como financiamento à pesquisa científica, acesso ao crédito rural e políticas de conservação ambiental.
Representação da Bahia a partir de 2027
Com Rui Costa e Jaques Wagner eleitos, a bancada da Bahia no Senado será composta pelos dois parlamentares a partir de fevereiro de 2027, ao lado de Otto Alencar. A Casa representa os estados e o Distrito Federal, com três senadores por unidade da Federação e mandatos de oito anos.
A eleição de 2026 renovou duas das três cadeiras baianas. A terceira permanece ocupada por Otto Alencar, conforme o calendário de mandatos do Senado. A nova composição passa a atuar na legislatura que começa em 2027.


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