No domingo (22/09/2024), líderes da maioria dos países reunidos na Cúpula do Futuro, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, assinaram um pacto que contém 56 ações voltadas para o futuro do planeta. O documento foi adotado por consenso, com a resistência de apenas sete países, entre eles a Rússia.
O pacto estabelece diretrizes para a implementação da Agenda 2030 e para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, enfatizando o princípio de “não deixar ninguém para trás”. A erradicação da pobreza é uma prioridade central nas iniciativas propostas, destacando a necessidade de ações urgentes e justas.
Outras medidas previstas incluem a erradicação da fome, a proteção de civis em conflitos armados, a busca por soluções pacíficas para disputas, e o combate ao crime transnacional. O pacto também se compromete a promover um mundo livre de armas nucleares e a proteger os conhecimentos tradicionais, além de transformar a governança global.
O documento aborda a reforma do Conselho de Segurança da ONU, com um compromisso de ampliar o número de membros e melhorar a representatividade de países da América Latina, da região Ásia-Pacífico e da África. “Intensificaremos os nossos esforços nas negociações intergovernamentais sobre a reforma do Conselho de Segurança como uma questão prioritária e sem demora,” afirma o texto.
Outro ponto importante é a reforma da arquitetura de financiamento internacional. O pacto visa acelerar mudanças no sistema financeiro global para atender aos desafios urgentes impostos pelas mudanças climáticas. O fortalecimento de ações para o combate a essas mudanças também é uma das prioridades delineadas. O documento expressa preocupação com o ritmo lento dos progressos e com o aumento das emissões de gases de efeito estufa. Destaca ainda a importância de apoio aos países em desenvolvimento, que enfrentam os impactos adversos das mudanças climáticas, especialmente aqueles mais vulneráveis.
*Com informações da Agência Brasil.


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