Dia da Memória de todas as vítimas da Guerra Química, ONU reforça compromisso contra armas químicas

Neste 30 de novembro, o Dia da Memória de Todas as Vítimas da Guerra Química foi celebrado com homenagens e apelos por um mundo livre desse tipo de armamento. O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, reiterou o tributo às vítimas e ressaltou o compromisso global de prevenção do uso dessas armas, considerado um dos maiores desafios à paz e segurança internacional.

O uso de armas químicas na Primeira Guerra Mundial resultou em mais de 100 mil mortes e deixou mais de 1 milhão de pessoas afetadas, marcando o início dos esforços para proibição e erradicação desse tipo de armamento. Esses esforços culminaram na criação da Convenção sobre Armas Químicas, instrumento internacional que atualmente conta com a adesão de 193 Estados-Partes.

Marco no desarmamento

Em 2023, foi alcançado um marco significativo com a destruição da última arma química declarada nos estoques dos Estados signatários da convenção. Apesar desse avanço, Guterres alertou para o reaparecimento dessas armas na última década, associado aos rápidos avanços na ciência e tecnologia, que aumentam a ameaça global.

“As Nações Unidas continuarão a manter viva a memória das vítimas e a apoiar todos os esforços para garantir que essas armas nunca mais sejam utilizadas, em qualquer lugar ou momento”, afirmou o Secretário-Geral. Ele também destacou a necessidade de cooperação internacional para fortalecer a aplicação da Convenção sobre Armas Químicas e acabar com a impunidade em casos de uso desse tipo de armamento.

Desafios contemporâneos

As ameaças recentes envolvendo armas químicas incluem incidentes em zonas de conflito, como na Síria, onde relatórios apontaram o uso dessas armas em diversas ocasiões. Além disso, o desenvolvimento tecnológico e a possível utilização de novos agentes químicos ampliam o campo de preocupação para a comunidade internacional.

Em resposta a esses desafios, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) intensificou seus programas de inspeção e treinamento técnico. Esses treinamentos buscam preparar países para responder a incidentes químicos, promovendo a cooperação multilateral e fortalecendo a capacidade de prevenção e contenção.

Compromisso global

Antônio Guterres reforçou o apelo à comunidade internacional para reafirmar seu compromisso com a Convenção sobre Armas Químicas, destacando a necessidade de união dos Estados para erradicar definitivamente essas armas e promover um futuro baseado na paz e na segurança. Ele ressaltou que o desarmamento químico é parte fundamental do Pacto para o Futuro, iniciativa que visa garantir a proteção global contra as ameaças modernas.

* Com informações Nações Unidas.


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