Mortes de civis em conflitos aumentaram 72% em 2023, diz ONU

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um relatório alarmante indicando um aumento de 72% nas mortes de civis em conflitos armados em 2023. O documento, apresentado durante um debate aberto do Conselho de Segurança sobre a proteção de civis, revelou que pelo menos 33.443 civis foram mortos ao longo do ano, com uma significativa proporção de vítimas sendo mulheres e crianças.

Sete em cada dez mortes ocorreram no Território Palestino Ocupado e Israel, tornando este o conflito mais letal para civis em 2023. A ONU atribui a elevada mortalidade à captura de civis pelo Hamas e à intensa resposta militar israelense em Gaza, que resultou em um número de mortes civis sem precedentes nas últimas décadas.

O Sudão também foi destacado no relatório devido ao conflito que começou em abril de 2023, descrito como “catastrófico”, resultando em dezenas de milhares de civis mortos e feridos, além de milhões de deslocados. A conselheira especial da ONU para a Prevenção do Genocídio, Alice Wairimu Nderitu, alertou que o país apresenta sinais de risco de genocídio, com relatos de violência étnica e discursos de ódio.

Outros conflitos mencionados no relatório incluem a República Democrática do Congo, Mianmar, Nigéria, região do Sahel, Somália, Síria e Ucrânia, onde os danos civis continuam a ser graves e duradouros. A secretária-geral assistente para Assuntos Humanitários, Joyce Msuya, enfatizou que o uso de armas explosivas em áreas povoadas tem sido a principal causa de vítimas civis em conflitos como no Sudão e na Ucrânia. Segundo Msuya, os civis representaram 90% dos mortos e feridos nesses contextos.

A destruição de infraestruturas críticas também foi destacada, com 2.300 incidentes de violência contra trabalhadores e instalações médicas registrados em 21 conflitos. Esse tipo de destruição interrompeu serviços essenciais como eletricidade, água e cuidados de saúde para milhões de pessoas.

O ano de 2024 marca o 25º aniversário da inclusão da proteção de civis na agenda do Conselho de Segurança e o 75º aniversário das Convenções de Genebra, fundamentais para o direito humanitário.

* Com informações Nações Unidas.


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