Poderes definem novas regras para emendas parlamentares ao Orçamento de 2024 da União

Em uma reunião recente no Supremo Tribunal Federal (STF), representantes dos três Poderes acertaram mudanças significativas nas emendas parlamentares ao Orçamento da União. O novo acordo, que será regulamentado pelo Executivo e Legislativo em até dez dias, visa tornar mais transparente e eficiente o uso das emendas, especialmente as de comissão, destinadas a projetos de interesse nacional e regional.

Com um total de R$ 49,2 bilhões reservados para emendas no Orçamento de 2024, a discussão focou principalmente nas emendas de comissão e nas de bancadas estaduais. Enquanto não houve alterações na impositividade das emendas individuais e de bancadas, que determinam a obrigatoriedade de execução, ficou definido que será apresentada uma Proposta de Emenda à Constituição para limitar o valor das emendas em geral. O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco, destacou a preocupação com o aumento descontrolado das emendas, que pode comprometer outras despesas discricionárias.

As emendas parlamentares são divididas em três categorias: individuais, de bancadas estaduais e de comissões permanentes, com valores de R$ 25 bilhões, R$ 8,5 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. Embora o aumento das emendas possa gerar preocupações quanto à gestão orçamentária, Pacheco ressaltou que casos de malversação de recursos devem ser abordados como exceções e não como regra geral.

O acordo também determina que as emendas de bancadas estaduais e de comissões devem ser aprovadas apenas após consenso entre o Executivo e Legislativo sobre projetos estruturantes. Além disso, as chamadas “emendas Pix” precisarão de uma prestação de contas detalhada, incluindo um plano de trabalho e um cronograma para garantir a transparência na alocação de recursos.

O STF continuará acompanhando as reuniões entre os Poderes e as decisões provisórias permanecem em vigor até revisão. O presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Julio Arcoverde, também propôs uma emenda para restringir a destinação de recursos apenas aos estados representados pelos parlamentares, com exceção de casos emergenciais.

As mudanças propostas visam uma maior clareza e eficiência na alocação das emendas, com impacto previsto para o próximo projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025, que já deve refletir as novas regras.

*Com informações da Agência Câmara dos Deputados.


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