Desde sua inauguração em dezembro de 2023, a Casa da Mulher Brasileira, localizada na Avenida Tancredo Neves em Salvador, tem sido um ponto crucial de apoio para vítimas de violência. Em apenas seis meses de funcionamento, a unidade atendeu mais de 5,6 mil mulheres, oferecendo assistência a diversos tipos de violência, incluindo psicológica, moral e física. O espaço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, garantindo suporte contínuo às vítimas.
Das atendidas, cerca de 48,2% receberam medidas protetivas, refletindo a gravidade das situações enfrentadas. A maioria das vítimas tem entre 40 e 50 anos, e as violências mais comuns são psicológicas (73%), morais (58%) e físicas (45%). A Casa proporciona um suporte abrangente, com assistência psicossocial, jurídica e de saúde, além de opções para moradia segura. A unidade também conta com um abrigo temporário para vítimas e seus filhos menores de 18 anos.
A Casa da Mulher Brasileira integra uma rede de combate à violência com órgãos como a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), Tribunal de Justiça (TJ-BA) e Ministério Público (MP-BA), que operam no local para facilitar o atendimento. A medida visa evitar deslocamentos e proporcionar um atendimento mais eficiente.
Dados recentes indicam um aumento de 0,8% nos casos de feminicídio no Brasil entre 2022 e 2023, com a Bahia ocupando o terceiro lugar no número de ocorrências. Em resposta, a secretária de Políticas para as Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), Fernanda Lordêlo, destacou a importância das iniciativas em Salvador, que conseguiram reduzir o feminicídio na capital em 36% em relação ao ano passado.
A unidade em Salvador é a oitava no país, com outras localizações em Campo Grande (MS), Fortaleza (CE), Ceilândia (DF), Curitiba (PR), São Luís (MA), Boa Vista (RR), Teresina (PI), Ananindeua (PA) e São Paulo (SP). A construção e operação da Casa resultam de uma parceria entre a gestão municipal e o governo federal.


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